TIRO SAIU PELA CULATRA
Mauro critica nova direção do PRD: “Que partido é esse que não tem chapa nem candidato?”
Do Local - Renato Ferreira
O secretário-chefe da Casa Civil do governo Otaviano Pivetta (Republicanos) e ex-presidente do PRD em Mato Grosso, Mauro Carvalho, afirmou que a legenda foi esvaziada após a mudança em seu comando estadual e questionou a estratégia política adotada pela nova direção do partido.
As declarações foram dadas nesta segunda-feira (16), durante a inauguração da sede da Casa 10, do Republicanos, em Cuiabá. Na ocasião, quatro prefeitos que haviam sido eleitos pelo PRD em 2024 oficializaram a filiação ao Republicanos: Rodrigo Benassi, Sidnei da Cerâmica, Valdinei Holanda Moraes, o Ney da Farmácia, de Juara, e Gilmar Reinoldo, de Querência.
Segundo Mauro Carvalho, a migração das lideranças demonstra que o grupo político que comandava o PRD permanece unido em torno do projeto liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta para as eleições de 2026.
A fala ocorre pouco mais de dois meses após a destituição de Mauro Carvalho e de toda a executiva estadual do PRD. Em março, após perder o comando da legenda, ele afirmou que houve um “acordão” nacional para direcionar o partido a outro projeto político para a disputa eleitoral.
“Eles vão ter que começar do zero. Não tem chapa estadual, não tem chapa federal, não tem candidatura majoritária. Que partido é esse que foi desmontado e não apresentou para a sociedade mato-grossense nenhum candidato? Eu nunca vi isso na política”, disparou.
Mauro também sugeriu que a troca de comando tinha como objetivo enfraquecer o grupo político que apoia a continuidade da atual gestão estadual, mas afirmou que o resultado foi contrário ao esperado.
“Se a intenção era enfraquecer o nosso grupo, o tiro saiu pela culatra. Hoje nós estamos muito mais fortes e muito mais unidos em função do que aconteceu no PRD”, declarou.
Ainda durante a entrevista, Mauro Carvalho afirmou que diversos vereadores e lideranças do PRD já manifestaram interesse em deixar a legenda e acompanhar o mesmo projeto político, mas que muitos aguardam o momento adequado previsto pela legislação eleitoral para realizar a mudança partidária.


