PERÍODO PROIBITIVO
Mato Grosso aguarda apoio federal contra incêndios, mas sem repasse de recursos
Do local: Renato Ferreira
Mato Grosso deve contar, a partir de julho, com apoio operacional do governo Federal no enfrentamento aos incêndios florestais, mas sem previsão de repasses diretos de recursos para o Estado. A informação foi confirmada pela secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazaretti, na última segunda-feira (22), ao detalhar o planejamento para o período mais crítico da seca, quando aumenta o risco de queimadas em todo o território mato-grossense.
Segundo a secretária, a atuação entre Estado e União já vem sendo articulada por meio de reuniões que integram a sala de situação de Mato Grosso e as estruturas nacionais de monitoramento e resposta. Apesar disso, o auxílio federal deve se concentrar no envio de equipes e suporte operacional, sem transferência financeira direta ao caixa estadual.
“O governo federal tem o planejamento em nível nacional. Nós estruturamos reuniões que integram a sala de situação e as estruturas do Simã Mato Grosso com as estruturas nacionais. Nós esperamos que, iniciado o período mais crítico, a partir de 1º de julho, vamos receber essas estruturas e o apoio do governo federal. Repasses diretos para o Estado não há previsão”, afirmou.
Mauren explicou que o governo federal concentra sua atuação, prioritariamente, em áreas sob sua responsabilidade, como unidades de conservação federais e regiões com maior vulnerabilidade ambiental. Já o Estado de Mato Grosso tem direcionado seus investimentos e ações para áreas estaduais, dentro de uma estratégia de prevenção e combate que será intensificada com o início do período proibitivo do uso do fogo.
De acordo com a secretária, a expectativa é de que o reforço da União seja compatível com a gravidade da temporada de incêndios, especialmente diante dos alertas climáticos e das previsões de agravamento das condições de seca nos próximos meses. Ela ressaltou, no entanto, que a dimensão efetiva desse apoio só deverá ser confirmada com a chegada de julho, quando começa oficialmente o período mais crítico para o fogo em Mato Grosso.
“O governo federal planeja as ações principalmente naquelas unidades de conservação que possuem maior índice de vulnerabilidade. No momento da ação conjunta, se não houver, como já aconteceu em anos anteriores, uma atuação capaz de mitigar, o governo do Estado sempre apoia. Nós esperamos que as estruturas que venham para Mato Grosso sejam compatíveis com o esforço necessário para esse período, que é tão crítico”, declarou.
A fala da secretária ocorre em um momento de preocupação crescente com o avanço das queimadas e os impactos da estiagem severa. Mato Grosso costuma enfrentar, entre julho e outubro, um dos períodos mais delicados do ano para a ocorrência de incêndios florestais, especialmente em regiões de floresta, cerrado e áreas de preservação.


