DUPLO HOMICÍDIO
Promotora pede fim do segredo de Justiça para tornar público júri de filho de ex-governador
Patrícia Neves
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Patrícia Neves
A manifestação ocorre após a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, determinar que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo possam acompanhar o julgamento do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de matar a ex-namorada Thays Machado e o então companheiro dela, Willian César Moreno.
O Tribunal do Júri está marcado para a próxima segunda-feira (7), às 9h, no Plenário do Fórum da Comarca de Cuiabá. A decisão da magistrada atendeu a um pedido da defesa e considerou que a ação tramita sob segredo de justiça.
Com a restrição, terão acesso ao plenário apenas as partes do processo, membros do Ministério Público, advogados, jurados e demais pessoas previamente autorizadas pela juíza. A imprensa também ficou impedida de acompanhar presencialmente a sessão.
Em nota, a promotora Élide Manzini afirmou que busca reverter a medida. “Posso informar que protocolei junto ao Juízo um pedido de levantamento integral do sigilo, para que a sessão plenária seja pública, viabilizando a realização do julgamento sem restrição de acesso ao público”, declarou.
Segundo a determinação judicial, as informações sobre o andamento do julgamento serão repassadas à imprensa por meio da assessoria do gabinete da magistrada e da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Também foi autorizada apenas a captação de imagens da fachada externa do Fórum.
Carlos Alberto Gomes Bezerra responde por duplo homicídio qualificado e feminicídio. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele matou Thays Machado, de 44 anos, e Willian César Moreno, de 30 anos, em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá.
As investigações apontam que as vítimas haviam acabado de estacionar um veículo e aguardavam um carro por aplicativo quando foram surpreendidas pelo acusado, que chegou ao local em um Renault Kwid e efetuou diversos disparos. Ambos morreram ainda no local.
Em maio de 2023, Carlos Alberto foi pronunciado para ser submetido ao Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas, meio cruel, perigo comum e feminicídio.
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