BASTIDORES 2026
Wellington reage a articulações do Republicanos e diz que candidatura não será decidida por “W.O.”
Do local - Renato Ferreira
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), rebateu as especulações de que poderia desistir da disputa ao Palácio Paiaguás em favor do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A declaração foi dada nesta manhã (2) após novas informações divulgadas pela imprensa nacional apontarem que o Republicanos estaria condicionando uma aliança com o PL, em torno da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, ao apoio a candidatos da legenda em estados considerados estratégicos, entre eles Mato Grosso.
Sem citar diretamente a reportagem, Wellington afirmou que a democracia exige alternativas para o eleitor e defendeu a ampliação do número de candidaturas na disputa estadual.
“A população quer viver num país democrático. Democracia é oportunizar alternativas para a população escolher. Sempre defendi e continuarei defendendo isso. Quanto mais candidatos, melhor para o cidadão e para o debate de ideias sobre o que é melhor para Mato Grosso avançar”, declarou.
Ao comentar as movimentações de bastidores para a formação de alianças, o senador recorreu a uma comparação com o futebol e criticou qualquer tentativa de definir o resultado da disputa antes das eleições.
“Nós estamos vivendo uma Copa do Mundo. Imagina qualquer seleção querer ganhar por W.O.? Não pode ser. Pode ser até por WF, Wellington Fagundes, mas para W.O. não”, ironizou.
Questionado sobre a suposta atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nas negociações envolvendo o Republicanos e o PL, Wellington evitou críticas pessoais, mas ressaltou sua trajetória dentro da legenda bolsonarista.
“Nós do PL, juntamente com o presidente Valdemar, explicamos ao presidente Bolsonaro e a ele que eu sou filiado ao PL. Todos os meus mandatos foram pelo PL. Construímos esse partido com Álvaro Valle, eu e o Valdemar”, afirmou.
O senador também lembrou que apoiou a construção da carreira política de Tarcísio em outros estados e defendeu que disputas eleitorais sejam resolvidas nas urnas.
“É natural que as pessoas busquem oportunidades, mas impedir o projeto de outro eu acredito que não é o correto”, completou.


