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ESCÂNDALO DO GRAMPO EM VG

Bruno Rios é enviado à Comissão de Ética; vereador diz que Wanderley é suspeito no caso

Renato Ferreira

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), homologou o relatório final da sindicância que investigou a suposta instalação de uma escuta ambiental clandestina no gabinete do vereador Bruno Rios (PL), em 7 de maio deste ano. Além de encerrar a apuração interna, o despacho determina o encaminhamento do caso à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar para apurar eventual falta disciplinar do parlamentar.

No despacho, Wanderley acolhe integralmente as conclusões da comissão, que apontou não ter sido possível comprovar a autoria nem a materialidade do suposto ilícito em razão da quebra da cadeia de custódia da prova. Segundo o relatório, o artefato não teria sido preservado de forma adequada, comprometendo eventual perícia.

Apesar disso, a comissão concluiu que Bruno Rios e assessores de seu gabinete não colaboraram com a investigação. Conforme o despacho, o vereador teria se recusado a prestar depoimento e impedido formalmente que servidores do gabinete fossem ouvidos durante a sindicância. Com base nisso, o presidente determinou o envio dos autos à Comissão de Ética para análise de eventual infração ao decoro parlamentar.

Além disso, Wanderley também determinou a abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra seis servidores lotados no gabinete de Bruno Rios: Carlos Célio da Silva Júnior, Graziely Rodrigues dos Santos Devens, João Victor Assis da Silva, Lucas Vinícius Silva da Luz, Valdeci Marques Brito e Edil Moreira. O objetivo é apurar a responsabilidade funcional pela recusa em prestar depoimento à comissão.

Outro lado

Procurado pela reportagem, o vereador Bruno Rios (PL) afirmou que não irá comentar o conteúdo do despacho neste momento. Segundo ele, o fato de o presidente Wanderley Cerqueira figurar entre os suspeitos da investigação impede uma manifestação antecipada.

“A priori, por o presidente Wanderley ser um dos suspeitos do grampo do gabinete, eu não posso antecipar declarações da minha pessoa e do gabinete acerca dos fatos, tanto por estar em uma disputa pela Mesa naquele momento. Eu aguardo as investigações da Polícia Civil para se manifestar acerca do ocorrido”, declarou.

O caso também é investigado pela Polícia Civil, que apura a suposta instalação da escuta clandestina no gabinete do parlamentar.

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