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ALVO DA FARISEUS

Delegado diz que investigada teve plástica paga por facção; patrimônio não condiz com atuação como designer de sobrancelhas

Nickolly Vilela

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A designer de sobrancelhas Rhavenna Barcelos de Almeida, presa na Operação Fariseus, teve uma cirurgia plástica custeada por um líder de facção criminosa, segundo afirmou o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da GCCO/Draco, nesta quarta-feira (16). De acordo com o investigador, o procedimento seria uma das vantagens recebidas pela suspeita em troca da atuação no esquema investigado pela Polícia Civil.

Conforme o delegado, Rhavenna integrava a organização criminosa ao lado dos pais e atuava na transmissão de recados entre integrantes presos e pessoas em liberdade, além de movimentar dinheiro em espécie para a facção.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. A presa hoje teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, declarou Victor Hugo.

Questionado se o procedimento teria sido custeado por Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, o delegado evitou confirmar a identidade do responsável e afirmou que essa informação permanecerá sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações. Rhavenna também foi questionada pela imprensa e negou ser namorada de Jonas. Além disso, também negou ter feito a cirurgia bancada pela facção.

Além da cirurgia, a Polícia Civil suspeita que o patrimônio ostentado por Rhavenna também tenha sido financiado com recursos da organização criminosa. Segundo Victor Hugo, a investigada não possuía atividade profissional compatível com o padrão de vida apresentado.

“Ela não trabalha, ela só tem empresa de fachada, faz dilapidação de valores em espécie. Os valores que ela tem, a vida que ela leva, veículos e tudo mais, tudo isso será concluído pela investigação nesse sentido”, afirmou.

A Operação Fariseus apura um esquema de lavagem de dinheiro e apoio logístico a uma facção criminosa que, conforme a investigação, utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais como fachada para troca de mensagens entre lideranças presas e integrantes em liberdade.

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