CULPA DO LULA
Abílio afirma que distribuição de Mounjaro em Cuiabá depende do Governo Federal
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
A distribuição das canetas emagrecedoras, como o Mounjaro, na rede pública em Cuiabá depende da criação de um protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS) por parte do Governo Federal. Essa foi a explicação dada pelo prefeito Abílio Brunini (PL) para ainda não ter aplicado a emenda parlamentar para a distribuição do medicamento nas unidades de saúde do município.
Anunciado pelo gestor em agosto de 2025, o programa “Cuiabá Mais Leve” previa o tratamento para obesidade com as canetas emagrecedoras e também acompanhamento multidisciplinar para os pacientes. Apenas para a compra do Mounjaro, a vereadora Michelly Alencar (União) destinou uma emenda parlamentar de R$ 1,5 milhão.
“Para implementar o Cuiabá Mais Leve, eu preciso de um protocolo do SUS. Porque o que acontece? É diferente da iniciativa privada. Na iniciativa privada, você vai lá, marca a consulta, o médico já te passa o medicamento e, às vezes, já sai com o medicamento aplicado ali mesmo. (…) No SUS tem que ter uma rede de apoio, tem que ter um protocolo de atendimento”, explicou o prefeito.
Abílio enfatizou ainda que a mesma dificuldade é vivida pelo Estado, que também quer distribuir esse medicamento para a população. “O Estado também não conseguiu. Você lembra quando o secretário falou que queria colocar Ozempic no SUS do Estado e também não conseguiu. O Governo Federal também não conseguiu.”
“O Abílio não conseguiu, o Estado não conseguiu, o Governo Federal não conseguiu porque ainda não está estabelecida a rede, o protocolo e a rede. E, para ter isso, fornecendo esse serviço, eu não posso pegar um medicamento que não está no rol taxativo do Ministério da Saúde e só começar a distribuir”, afirmou ainda.
“Eu estou tentando organizar a nossa rede e o nosso protocolo de apoio para validar ele nas demais instâncias, para que a gente possa distribuir esse produto. A emenda da vereadora não perdeu. Ela está com a gente, a gente vai deixar ela no recurso do orçamento”, garantiu Abílio.


