DECISÃO JUDICIAL
Após decisão da Justiça, Paula evita reação imediata e diz que grupo definirá próximos passos
Muvuca Popular
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou que ainda não conversou com o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) após o parlamentar anunciar o rompimento com o grupo que defendia sua recondução à presidência da Casa. Diante do novo cenário e da decisão da Justiça que suspendeu a votação do projeto que poderia viabilizar sua reeleição, a parlamentar disse que reunirá os aliados para definir os próximos passos.
Segundo Paula, as manifestações de Dilemário e da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) ocorreram apenas de forma pública, durante a sessão, e ainda não houve uma conversa reservada com os dois parlamentares.
“Pessoalmente nós não conversamos, nem com o vereador Dilemário, nem com a vereadora Baixinha. Nós tivemos as manifestações públicas em plenário e respeitamos o posicionamento de ambos. Agora precisamos nos reunir. Hoje os ânimos estão acalorados e, muitas vezes, as pessoas se posicionam no calor da emoção. Vamos reunir o grupo novamente para entender esse contexto e definir como vai ficar.”
A presidente relembrou que havia um acordo firmado entre os 14 vereadores que apoiavam sua permanência no comando do Legislativo. Conforme ela, o próprio Dilemário havia estabelecido o prazo até o dia 16 de julho para que o grupo tentasse viabilizar a aprovação da mudança no Regimento Interno que permitiria a reeleição da Mesa Diretora.
Na avaliação de Paula, a mudança de posicionamento de Dilemário e Baixinha acabou frustrando o alinhamento construído entre os parlamentares.
“Nós somos um grupo de 12 vereadores, junto com a vereadora Baixinha e o vereador Dilemário, que fez um alinhamento para lutar até o final. Com a atitude deles hoje, ficou a impressão de que estavam no grupo torcendo para que desse errado.”
A presidente também atribuiu o impasse à decisão judicial que suspendeu a tramitação do projeto de autoria do vereador Marcos Brito, responsável por alterar as regras da eleição da Mesa Diretora. Ela ressaltou que a interrupção da votação não ocorreu por iniciativa dos parlamentares.
“Hoje tivemos conhecimento da decisão do agravo. O pedido do vereador Marcos Brito era para que a matéria fosse apreciada com quórum de maioria simples. O desembargador, no entanto, determinou que o projeto fosse retirado de pauta. Foi uma decisão judicial, uma força externa, e decisão judicial se cumpre.”
Apesar da crise política instalada no Legislativo, Paula afirmou que a Câmara continuará funcionando normalmente. Segundo ela, após o encerramento da sessão, reuniu-se com a Secretaria de Apoio Legislativo para discutir as alternativas jurídicas e administrativas diante da rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e confirmou que não haverá recesso parlamentar.
“As sessões continuam normalmente na próxima semana. Nós não estaremos em recesso e agora vamos aguardar as orientações técnicas sobre os caminhos que deverão ser adotados”, concluiu.


