PALANQUE DE TAQUES
Wellington defende Mauro Mendes e pede cautela sobre investigação do caso Oi
Gustavo Castro e Renato Ferreira
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) defendeu, nesta terça-feira (11), o ex-governador Mauro Mendes (União) diante das investigações relacionadas ao chamado caso Oi. Em Brasília, o parlamentar afirmou que é preciso evitar julgamentos antecipados e respeitar o trabalho da Polícia Federal e da Justiça.
Mendes foi um dos alvos da investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi. Também foram alvos o deputado federal Fábio Garcia (União), o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, além de outras pessoas.
Ao comentar o caso, Wellington afirmou que ficou abalado com a situação envolvendo o ex-governador, com quem já manteve uma relação de aliança política. Segundo ele, inclusive, seu suplente ao Senado foi indicado por Mendes.
“Com certeza o governador Mauro está abalado, sobressaltado e tudo. E eu não desejo isso para nenhum adversário”, afirmou.
Wellington lembrou ainda que, durante a CPI do Crime Organizado, já havia cobrado o aprofundamento das denúncias relacionadas ao caso. Na época, segundo o senador, o então ex-governador Pedro Taques participou dos trabalhos e fez acusações que envolviam Mauro Mendes.
O parlamentar afirmou que, naquele momento, alertou para o risco de a comissão ser utilizada como palanque político, já que Taques e Mendes são candidatos ao Senado.
“Eu esperava que ele não fosse transformado em um palanque. Mas ele fez todas as suas acusações e pediu à CPI que quebrasse o sigilo. E eu cobrei também do relator que isso fosse feito”, relatou.
Com a quebra dos sigilos e o avanço das investigações, Wellington afirmou que agora cabe às autoridades apurar os fatos. Para ele, políticos não devem antecipar conclusões ou condenar os envolvidos antes do fim da investigação.
“Não podemos ficar antecipando aquilo que é papel da polícia e da Justiça”, disse.
O senador também defendeu cautela para evitar que a imagem dos investigados seja prejudicada antes de uma eventual conclusão do caso.
“Nós não podemos denegrir a imagem, não podemos diminuir a imagem de ninguém. Nós temos que ter cautela”, afirmou.
Ao final, Wellington ressaltou que mantém essa postura mesmo diante de adversários políticos.
“Em 33 anos de mandato, a minha vida sempre foi de respeito, inclusive ao adversário. Eu não estou aqui para condenar ninguém”, declarou.
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