POVO QUER PROPOSTAS
Pivetta promete evitar farpas, mas diz que Fagundes “mandava” no Dnit
Patrícia Neves
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, nesta terça-feira (18), que pretende evitar novas trocas de acusações com o senador Wellington Fagundes (PL) durante os próximos debates eleitorais. Apesar da promessa, ele voltou a relacionar o adversário ao comando político do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Mato Grosso.
A declaração foi feita após o primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Estado, realizado pela Centro América FM e pelo portal Primeira Página, em Cuiabá. Pivetta avaliou positivamente sua participação e afirmou que os eleitores esperam ouvir propostas.
“Da minha parte, vou evitar, porque o povo quer ouvir propostas. Eu e a Gisela formamos uma dupla que, tenho certeza, vai governar Mato Grosso como nunca foi antes”, declarou.
O candidato afirmou que pretende ampliar o olhar do governo para a área social, dialogar com os servidores públicos e corrigir problemas da atual gestão. Segundo ele, a chapa possui experiência e liberdade para promover mudanças.
Questionado sobre os ataques recebidos durante a campanha, Pivetta afirmou que responderá com trabalho. “Tenho recebido bastante ataque. Muitos são covardes e improcedentes, mas, na política, existe isso. Vou responder com trabalho e com as ações”, disse.
Apesar de afirmar que evitará confrontos, Pivetta retomou as acusações feitas contra Wellington durante o debate. Ele declarou que o senador exerceu influência sobre o Dnit durante diferentes governos federais e afirmou que o adversário não teria contestado as declarações.
“O que eu falei é a mais pura verdade. Ele não contestou, fugiu da resposta. Ele mandou nas estradas de Mato Grosso nos governos Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Temer e até Bolsonaro”, afirmou.
Pivetta também antecipou que pretende abordar, ao longo da campanha, a atuação de Wellington na destinação de emendas parlamentares. “Hoje não deu para encaixar esse assunto, mas, ao longo da campanha, vocês vão saber”, declarou.
As declarações de Pivetta sobre Wellington e o Dnit representam acusações feitas pelo candidato durante o embate eleitoral. Até o momento, não foram apresentadas, na entrevista, provas que confirmem as afirmações.



