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'NÃO TEM LIBERDADE'

Pivetta diz que senadores têm “rabo preso” e cobra reação contra STF

Gustavo Castro e Renato Ferreira

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O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (7), durante o desfile de 7 de Setembro, em Cuiabá. As declarações ocorreram em meio à crise que envolve ministros da Corte na investigação do Banco Master e à troca de acusações entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Questionado se ainda acredita no STF diante das recentes críticas à Corte, Pivetta afirmou que confia nas instituições, mas disse que ministros do Supremo podem ser retirados pelo Senado Federal. Na sequência, afirmou que a maioria dos integrantes da Corte teria “rabo preso” e não possuiria liberdade para atuar.

“Eu acredito nas instituições. O STF é um dos tripés da democracia. Lá dentro do STF tem juízes que podem ser retirados de lá. Isso só depende do Senado Federal, de mais ninguém. De 81 homens e mulheres que estão lá colocados pelo povo. Se eles quiserem tirar todos, os 11 juízes que tem lá, eles tiram”, declarou.

Em seguida, Pivetta questionou por que os senadores não tomariam essa iniciativa.

“Não mexe com ninguém por quê? Porque a maioria deles tem rabo preso. Não tem liberdade. O povo dá o voto, dá o mandato, e as pessoas, sem liberdade, vão lá e não fazem o que tem que fazer. É por isso que nós pagamos esse preço dolorido”, afirmou.

Crise no caso Master

A declaração ocorre em um momento de forte tensão dentro do próprio STF por causa dos desdobramentos do caso Banco Master. Nos últimos dias, vieram a público mensagens e outros elementos relacionados à relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ministros da Corte.

A crise ganhou uma dimensão interna depois que Moraes apresentou pedido para investigar Mendonça, enquanto o colega passou a questionar a atuação de Moraes no caso. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou que os dois ministros apresentassem esclarecimentos.

Mendonça também retirou o sigilo de uma ação relacionada à investigação sobre Vorcaro e as mensagens envolvendo Moraes e, no domingo (6), liberou para julgamento do plenário do STF a análise de questões relacionadas ao caso.

Ataque a Wellington

Na mesma entrevista, Pivetta aproveitou a pergunta para atacar seu principal adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL). Questionado se as críticas ao Senado eram um recado ao parlamentar, o governador afirmou que Wellington nunca teria cumprido sua obrigação como senador.

“Esse cara nunca cumpriu com a obrigação dele como parlamentar. Ele sempre esteve lá cuidando de interesses pequenos, miúdos, querendo indicar diretor do DNIT, querendo indicar ministro, lotear governo, fazer negócios”, afirmou.

Pivetta encerrou a declaração associando Wellington ao modelo político que, segundo ele, mantém o Supremo e o Senado em uma posição de submissão.

“Ele representa esse modelo que está aí desse supremo algemado, esse supremo covarde, aliás, desse Senado covarde que está lá. Ele é um representante legítimo desse Senado”, disparou.

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