PROTEÇÃO À MULHER
Cidade de MT com 46 medidas protetivas cria rede de combate à violência contra a mulher
Muvuca Popular
O Poder Judiciário de Mato Grosso oficializou, na última sexta-feira (11), a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Nova Ubiratã. Atualmente, o município possui 46 medidas protetivas vigentes, 16 processos em andamento e outros 48 casos relacionados à violência contra a mulher julgados em 2026.
A iniciativa pretende integrar órgãos públicos e entidades da sociedade civil para fortalecer as ações de prevenção, acolhimento e proteção às vítimas. A instalação foi realizada por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), coordenada pela desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo.
Além do Poder Judiciário, participam da Rede representantes das forças de segurança, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da prefeitura e de organizações da sociedade civil.
Segundo a diretora do Foro da Comarca, juíza substituta Izabele Balbinotti, o objetivo é organizar uma atuação conjunta entre as instituições responsáveis pelo atendimento às mulheres.
“Já temos algumas iniciativas, como a atuação da Patrulha Maria da Penha e a Sala Lilás no hospital, que faz o atendimento humanizado das vítimas. No entanto, faz-se necessária uma atuação mais articulada, com a concentração de esforços para o planejamento e execução de medidas eficientes”, explicou.
A proposta prevê a criação de uma rotina permanente de trabalho. Após a capacitação das equipes, será formado um grupo gestor, composto por um coordenador-geral e um secretário-executivo.
Também serão realizadas reuniões mensais para definir ações, organizar os serviços disponíveis e estabelecer um fluxo de atendimento para mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
A primeira capacitação está marcada para o dia 18 de setembro. Uma equipe da Cemulher-MT irá ao município para orientar os profissionais que atuarão diretamente na Rede e definir as responsabilidades de cada instituição.
A promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin afirmou que a atuação integrada deverá fortalecer a defesa dos direitos das mulheres. O defensor público Ewerton Junior Martins da Nóbrega também destacou que a Defensoria Pública já oferece atendimento às vítimas no município, inclusive em questões familiares envolvendo os filhos, e agora passará a integrar o trabalho conjunto da Rede.



