JÚRI DE EXECUTORES
MP apura participação de outras pessoas na ordem para matar Zampieri
Muvuca Popular
O Ministério Público de Mato Grosso prossegue com uma investigação para apurar se outras pessoas participaram da ordem para matar o advogado Roberto Zampieri. A informação foi dada pelo promotor Samuel Frungilo nesta terça-feira (29), no julgamento de três homens acusados de envolvimento na execução, no Fórum de Cuiabá. Segundo ele, a apuração sobre os mandantes ainda não foi encerrada.
Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo são apontados pelo Ministério Público como supostos mandantes do assassinato. Os dois, porém, não estão no banco dos réus neste julgamento. A investigação complementar busca esclarecer se houve participação de outras pessoas na decisão de matar o advogado.
O júri desta terça-feira trata da participação de Antônio Gomes da Silva, apontado como o homem que atirou em Zampieri; Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar o crime e fornecer a arma; e o coronel do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas, acusado de financiar o homicídio. Os três respondem à acusação pelo assassinato, e caberá aos jurados decidir sobre a responsabilidade de cada um.
A sessão começou às 9h, no Plenário do Júri do Fórum de Cuiabá, sob a presidência do juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal. Frungilo e o promotor Vinícius Gahyva representam o Ministério Público na acusação.
Zampieri foi morto com dez tiros dentro de um carro. De acordo com a investigação, o atirador se aproximou pelo lado do passageiro, fez os disparos e fugiu a pé. Câmeras de segurança registraram a fuga. A polícia também apurou que o advogado costumava circular em um veículo blindado, mas, naquela noite, estava em um carro comum.
Ao longo do julgamento, está prevista a oitiva de oito testemunhas. Entre as pessoas relacionadas para depor estão integrantes das equipes que investigaram o caso. Na manhã desta terça, o delegado Nilson de Oliveira, responsável pelo inquérito, começou a relatar aos jurados como a polícia chegou aos acusados e quais elementos reuniu durante a apuração.
Em seu depoimento, o delegado afirmou que foram encontrados R$ 11,2 mil dentro do carro do advogado, além de outra quantia no bolso dele. O valor foi mencionado ao descrever os primeiros levantamentos feitos após o homicídio.
A morte de Zampieri também deu origem a uma apuração distinta. A perícia no celular do advogado encontrou indícios de um suposto esquema de venda de decisões judiciais, investigado em procedimentos que não são o objeto deste júri. A investigação sobre quem teria ordenado o assassinato, conforme informou o promotor, segue aberta enquanto os três réus são julgados pela participação atribuída a eles na execução.



