terça-feira, 20 outubro, 2026

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Angeliquinha chega a Cuiabá sob forte restrição; chefe de facção soma mais de 260 anos de condenações

Patrícia Neves

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, chegou a Cuiabá na tarde desta terça-feira (20), após ser presa em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção criminosa no extremo norte de Mato Grosso, ela acumula condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão.

A captura ocorreu durante uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a polícia boliviana. Foragida desde agosto de 2025, Angeliquinha tinha seis mandados de prisão em aberto, expedidos em diferentes ações penais e investigações.

Segundo a Polícia Civil, a atuação dela se concentrava principalmente em Alta Floresta e região. Ela é investigada por envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e coordenação de ações criminosas. Entre os crimes pelos quais já foi condenada estão homicídios, tráfico e organização criminosa.

A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) pelo prazo inicial de 180 dias. O período poderá ser prorrogado mediante nova decisão judicial fundamentada.

A medida atende a uma representação da Polícia Civil relacionada às investigações da Operação Showdown. Conforme a decisão, os elementos reunidos apontam suspeitas de que Angeliquinha continuou a exercer funções de liderança na organização criminosa enquanto permanecia foragida no exterior.

O regime estabelece condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação, considerando os fundamentos apresentados no processo e a necessidade de segurança do sistema penitenciário.

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar suspeito de dar suporte às atividades criminosas ligadas a Angeliquinha e auxiliar na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

 

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