terça-feira, 20 outubro, 2026

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OPERAÇÃO REPLAY

Dez integrantes do Comando Vermelho viram réus por “lavar” R$ 17,2 milhões em patrimônio

Thalyta Amaral

Foto: Reprodução

A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia contra 10 acusados de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho, investigado na Operação Replay, deflagrada em julho deste ano. O grupo é suspeito de utilizar imóveis de luxo, veículos e contas de terceiros para ocultar recursos de origem criminosa. O patrimônio identificado pela Polícia Civil chega a R$ 17,2 milhões.

A decisão é do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que considerou haver indícios suficientes de autoria e materialidade para o início da ação penal. Os denunciados passam a responder pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Entre os bens identificados pela Polícia Civil estão apartamentos de luxo em Itapema (SC) e Balneário Camboriú (SC), avaliados em R$ 3 milhões e R$ 6 milhões, respectivamente, além de uma casa de R$ 6 milhões em Camboriú (SC) e uma residência de R$ 1,5 milhão em Cuiabá.

Se tornaram réus Paulo Witer Farias Paelo (WT), Thawany Nunes Silva de Bulhões, Dayane Karol Moreira da Silva, Emerson Ferreira Lima, Katani Adorno Bocardi, Ygor Henrique da Silva Martins, Alex Júnior Santos de Alencar, Brunno Passos da Silva, Anderson Alves de Sousa e Allan Xavier da Silva.

Na mesma decisão, o magistrado homologou o arquivamento da investigação contra outras sete pessoas: Aldemir de Assis Campos, Paulo Vinicius Gabriel de Araújo, Wires Alves Guerra, Nagilda Cândida Ferreira Lima, Fernando Wagner Moraes Amorim, Wellen de Amorim Gomes e Giselly Breier Streck. Com o arquivamento, o juiz também revogou a prisão preventiva de Aldemir de Assis Campos.

Deflagrada em 30 de julho, a operação investigou um núcleo financeiro do Coando Vermelho com atuação em Mato Grosso e outros estados. Segundo a Polícia Civil, o esquema utilizava terceiros para registrar bens e movimentar recursos de origem ilícita.

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