O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), de Várzea Grande, afirmou que a investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em sua residência está relacionada à sua passagem pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), e não à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Ele foi um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada nesta terça-feira (20).
O parlamentar negou envolvimento na disputa pelo comando do Legislativo e ressaltou que não participou da votação realizada em maio, posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ele ocupava a direção do DAE.
Segundo Rogerinho, os agentes recolheram documentos relacionados à gestão do departamento. O vereador afirmou ter entregue um dossiê sobre o período em que esteve à frente do órgão e defendeu que o trabalho seja analisado pelos órgãos de controle.
Ele declarou que, durante os cinco meses de gestão, foram realizadas 15 licitações e adotadas medidas para ampliar a transparência. Também disse ter encaminhado a documentação ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, à Prefeitura e à própria Câmara Municipal.
Vídeo com dinheiro
Questionado sobre a gravação que circulou nas redes sociais em que aparece com maços de dinheiro dentro de uma sacola, o vereador classificou o vídeo como “totalmente fora de contexto”. Na entrevista, porém, não apresentou detalhes adicionais para explicar a situação registrada nas imagens.
A gravação foi mencionada durante os questionamentos sobre as suspeitas de compra de votos que integram o contexto da operação. Rogerinho, por sua vez, insistiu que não participou da eleição da Mesa Diretora e atribuiu as diligências em sua residência à documentação relacionada ao DAE.
A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. O Gaeco investiga suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e possível atuação de uma organização criminosa envolvendo agentes públicos.














