O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), questionou a Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20), e cobrou esclarecimentos sobre a ausência de buscas na Prefeitura, diante das denúncias que, segundo ele, envolvem a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL).
“Eu acho muito estranho. Com mais de 30 denúncias da prefeita, a busca na Câmara veio, mas na Prefeitura não?”, questionou o vereador.
Wanderley afirmou que ainda não conhece os detalhes da investigação, que apura suspeitas de corrupção e possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal. Segundo ele, policiais estiveram em seu escritório, mas não apreenderam materiais. O presidente também negou que sua residência tenha sido alvo de buscas.
O parlamentar mencionou a existência de mais de 50 denúncias contra a Prefeitura, mas não apresentou detalhes sobre os casos durante a entrevista.
Sobre a escolha de uma nova Mesa Diretora, após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular a eleição antecipada realizada em maio, Wanderley disse que ainda não há data definida. O assunto permanece em discussão judicial, e a realização de uma nova votação depende dos desdobramentos do processo.
A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. O Gaeco investiga suspeitas de corrupção, obtenção de vantagens indevidas e possível atuação de uma organização criminosa envolvendo agentes públicos.














