quinta-feira, 22 outubro, 2026

Expediente

Muvuca Popular

Apuração em Mato GrossoCarregando dados do TSE…Atualiza em 30s

1º turno
Seções totalizadas0,00%
Válidos0
Brancos0
Nulos0
Carregando…
Fonte: TSE Atualiza em 30s

AMEAÇAS E INTIMIDAÇÃO

Vereador denuncia furto de notebook com documentos de CPI e ameaças com imagem de arma em VG

Muvuca Popular

O vereador Caio Cordeiro (Novo) denunciou ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) o furto de um notebook que armazenava documentos e gravações relacionados a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), além de ameaças envolvendo o envio de uma imagem de arma de fogo. Os episódios foram relatados em meio a uma disputa política na Câmara de Várzea Grande e passaram a integrar os elementos analisados pelo Gaeco que investiga suspeitas de corrupção, extorsão e compra de apoio parlamentar.

Segundo o depoimento, o equipamento furtado continha informações que poderiam subsidiar investigações e fiscalizações conduzidas pelo vereador, incluindo materiais relacionados ao transporte coletivo do município.

Caio afirmou que vinha enfrentando resistência política após intensificar questionamentos sobre a atuação da concessionária de ônibus e defender a apuração de possíveis irregularidades no serviço.

O parlamentar também relatou episódios de intimidação, entre eles o recebimento de uma imagem de arma de fogo, que interpretou como ameaça. As declarações levantaram suspeitas sobre possíveis tentativas de constranger sua atuação fiscalizadora.

Os relatos surgem em um contexto de rompimento político entre Caio e o então presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). Conforme os documentos analisados na investigação, o vereador havia integrado a base de apoio de Wanderley antes de se afastar do grupo.

Em depoimento, Caio também afirmou que teria recebido propostas financeiras para apoiar a permanência de Wanderley no comando do Legislativo. Entre elas, uma oferta de R$ 100 mil pelo voto na eleição da Mesa Diretora e a possibilidade de receber R$ 10 mil mensais para integrar a base política.

A investigação apura se havia um esquema destinado a assegurar apoio parlamentar e dificultar iniciativas de fiscalização consideradas contrárias aos interesses do grupo investigado.

Apesar da gravidade dos episódios, Caio reconheceu em seu depoimento que não possui provas concretas de que o furto do notebook ou as ameaças tenham sido praticados ou ordenados por Wanderley Cerqueira ou por outros agentes políticos mencionados na investigação.

Os fatos integram o conjunto de informações reunidas pelo Gaeco que resultou na autorização judicial de medidas de busca e apreensão para aprofundar a apuração das suspeitas.

Alvos 

Entre os parlamentares de Várzea Grande alvos de busca e apreensão pelo Gaeco, durante ação deflagrada no dia 20, estão o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), Alessandro Moreira (MDB), Braz Jaciro (PSDB), Cilcinho (PV), Sargento Galibert (PSB), Enfermeiro Emerson (PP), Gisa Barros (Podemos), Kleberton Feitoza (PSB), Lucélia Oliveira (Agir), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Raul Curvo (Republicanos), Wender Madureira (Republicanos), Rogerinho Dakar (PSDB).

Em Cuiabá, os vereadores citados são Ilde Taques (Podemos) e Alex Rodrigues (Podemos). Também aparecem entre os alvos das diligências o servidor Samir Katumata, apontado como secretário Legislativo da Câmara de Várzea Grande, e Lorineide Inhan, conhecida como Lori, que ocupa cargo de direção na área administrativa do Legislativo municipal.

PACAEMBU 1260px X 120px 6 MESES

Leia também