O município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao sul de Cuiabá) concentra 75 das 186 barragens de mineração de Mato Grosso, segundo dados do Radar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o que representa 40,3% do total. Dessas, 11 estão em estado de alerta por risco de rompimento.
Segundo o TCE, o segundo município com mais barragens de mineração é Poconé (104 km ao sul de Cuiabá), com 55 instalações, seguido por Pontes e Lacerda (448 km a oeste), com 15. Juntos, os três municípios concentram 145 estruturas, o equivalente a 78% das barragens de mineração do estado. Ao todo, 19 municípios mato-grossenses possuem esse tipo de estrutura.
A maior parte das barragens, 74, é destinada à contenção de rejeitos da mineração de ouro. Em segundo lugar estão as barragens de areia, com 31 estruturas, seguidas pelas de minério de ouro secundário, com 11.
O Radar TCE mostra ainda que, das 186 barragens, apenas 81 possuem Plano de Ação de Emergência (PAE), documento que estabelece medidas para prevenir e reduzir danos em situações de emergência, como risco de rompimento.
Entre as barragens sem PAE, 14 estão sujeitas à obrigatoriedade do documento, mas não cumprem a exigência. Sete delas ficam em Nossa Senhora do Livramento.
Já em relação à classificação de risco, 14 barragens, o equivalente a 7,5% do total, são consideradas de alto risco. Dessas, 10 ficam em Nossa Senhora do Livramento, três em Poconé e uma em Pontes e Lacerda.
A classificação de risco leva em consideração fatores como as características técnicas da barragem, o estado de conservação, o método de construção e o cumprimento das exigências de segurança. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), o enquadramento na categoria de risco alto não significa, necessariamente, que o rompimento seja iminente, mas indica a necessidade de atenção às condições de segurança da estrutura.














