segunda-feira, 26 outubro, 2026

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REDUTO BOLSONARISTA

Mendes questiona avanço de Lula em MT e diz que migração de votos da direita precisa ser estudada

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O avanço da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso, reduto eleitoral da direita, levantou questionamentos do senador eleito Mauro Mendes (União Brasil). Embora Flávio Bolsonaro (PL) tenha vencido com ampla vantagem no Estado, o petista conquistou mais que o dobro de novos votos do adversário entre o primeiro e o segundo turno. Para o ex-governador, o movimento merece investigação, especialmente diante da possibilidade de transferência de votos de candidatos derrotados na primeira etapa.

“É como se os votos do Caiado, que é um governador de direita, que se postava fortemente nesse campo político, migrassem mais majoritariamente para o presidente Lula. É algo que merece ser estudado e eu não vou fazer nenhuma ilação, muito menos afirmações”, declarou Mauro.

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 65,15% dos votos válidos em Mato Grosso, enquanto Lula ficou com 29,18%. No segundo turno, o candidato do PL chegou a 66,06%, e o petista avançou para 33,94%.

Em números absolutos, Lula acrescentou 112.486 votos à sua votação no Estado, enquanto Flávio obteve mais 52.518. A diferença chama a atenção, mas não permite determinar a origem dos votos adicionais, já que a participação dos eleitores também pode ter variado entre as duas etapas da eleição.

A hipótese levantada por Mauro envolve eleitores de candidatos eliminados no primeiro turno, entre eles Ronaldo Caiado, identificado com a direita. O senador eleito, porém, evitou atribuir diretamente os votos a uma transferência entre candidaturas e defendeu uma análise mais aprofundada do comportamento eleitoral.

No cenário nacional, Lula venceu a disputa com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, garantindo um novo mandato à frente da Presidência da República.

Apesar das divergências políticas com o presidente reeleito, Mauro afirmou que pretende atuar no Senado em defesa dos interesses nacionais. “Minha postura é trabalhar pelo Brasil. Nenhum senador pode trabalhar contra o nosso país”, disse.

O ex-governador também demonstrou preocupação com a situação fiscal brasileira e projetou dificuldades para o próximo mandato presidencial. Segundo ele, o endividamento público e o déficit previdenciário estão entre os problemas que exigirão respostas do governo federal e do Congresso Nacional.

“Existe uma crise contratada desse país, gravíssima, que vai acontecer. Não tenham dúvida disso. Não estou desejando, os números mostram isso”, alertou.

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