Carlos Alexandre Lopes de Oliveira Almeida, de 24 anos, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (27), enterrado em uma cova rasa às margens da BR-174, em uma região de mata a cerca de 40 quilômetros de Juína (730 km de Cuiabá). Desaparecido desde domingo (25), ele teria sido sequestrado e executado por integrantes de uma facção criminosa, após ser acusado de abusar sexualmente da filha menor de idade de um dos suspeitos.
Segundo a Polícia Civil, Carlos Alexandre estava no local de trabalho quando foi levado pelos criminosos. As investigações apontam que a morte teria sido determinada por integrantes da organização criminosa, em uma espécie de julgamento imposto pela facção.
Durante as diligências para esclarecer o desaparecimento, os investigadores identificaram três suspeitos de envolvimento no crime. Um deles, durante interrogatório, indicou o local onde o corpo havia sido enterrado.
A vítima foi encontrada envolta em um lençol, a poucos centímetros de profundidade, em uma área de mata próxima à rodovia. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os procedimentos periciais e encaminhou o corpo para exames.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu indícios da participação dos três suspeitos tanto na morte do jovem quanto na ocultação do cadáver.
Os investigados foram conduzidos à delegacia, interrogados e autuados em flagrante pelo crime de destruição, subtração ou ocultação de cadáver.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da execução, a atuação de cada suspeito e a possível participação de outros integrantes da facção. A acusação de abuso sexual que teria motivado o crime também não foi apresentada como fato comprovado.
















