O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) criticou as escolhas eleitorais do funcionalismo público de Mato Grosso e afirmou que parlamentares que defenderam as reivindicações da categoria não receberam apoio suficiente para permanecer na Assembleia Legislativa. Ao avaliar o resultado das eleições de outubro, o deputado, que ficou na suplência, lamentou que a atuação em defesa dos servidores e da Revisão Geral Anual (RGA) não tenha se convertido em votos.
Na avaliação de Júlio, os trabalhadores direcionaram apoio a outros candidatos e contribuíram para reduzir a presença, no Legislativo, de deputados que ele identifica como aliados da categoria.
“Os servidores votaram maciçamente em outros candidatos e não naqueles que defendiam a bandeira do RGA”, afirmou.
Ao sustentar a crítica, o parlamentar citou a própria derrota e as de Elizeu Nascimento, Paulo Araújo e Eduardo Botelho. Júlio também incluiu Janaína Riva entre os nomes que deixarão o Parlamento estadual. A deputada, porém, disputou o Senado, e não a reeleição à Assembleia.
Segundo o deputado, a nova composição enfraquece o grupo que vinha assumindo a defesa das demandas do funcionalismo. Ao mencionar uma avaliação de Lúdio Cabral, Júlio apontou o petista e o deputado Valdir Barranco como representantes que permanecerão nessa frente.
“Lamentavelmente, por incrível que pareça, os deputados da bancada que defendiam o servidor público, todos foram derrotados”, declarou, antes de enumerar os colegas que não conquistaram um novo mandato.
No caso da própria campanha, Júlio disse que esperava superar 40 mil votos, mas recebeu aproximadamente 18,5 mil e não conseguiu se reeleger. Apesar da frustração e da cobrança ao funcionalismo, afirmou que respeita a decisão dos eleitores.
“Eu fiquei sentido de perder a eleição, mas não vou condenar, vou zangar por causa disso, não. O cidadão optou por escolher novos deputados”, disse.
Liberdade de escolha
A crítica ao comportamento eleitoral dos servidores foi feita durante uma resposta sobre relatos de demissões e ameaças contra trabalhadores que votaram no PT. Nesse ponto, Júlio condenou qualquer tentativa de punição por preferência política e defendeu a liberdade individual.
“Eu acho que isso aí é horrível. Democracia, por isso que o voto é secreto. Se o voto fosse para ser pressionado, não seria secreto”, afirmou.
O deputado mencionou supostas ameaças em um grupo de WhatsApp de Lucas do Rio Verde, sem confirmar a ocorrência de demissões motivadas pelo voto em Mato Grosso.
“O cidadão tem que ter liberdade para votar”, declarou.
















