O Progressistas (PP) de Mato Grosso defendeu, em nota assinada pelo presidente estadual Nilson Leitão, que os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) conduzam conjuntamente as articulações para a eleição à Presidência do Senado. A manifestação ocorre após o anúncio, na terça-feira (27), do apoio das direções nacionais do PP e do União Brasil à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).
O posicionamento estadual mantém espaço para uma composição liderada por Tereza e Marinho, dois nomes mencionados nas negociações para o comando da Casa. Embora não declare apoio a uma candidatura específica, o PP mato-grossense defende que ambos coordenem a construção de um entendimento político para a disputa.
“O Progressistas defende que Tereza Cristina e Rogério Marinho atuem de forma coordenada na construção de uma composição política capaz de reunir apoio, estabelecer consensos e definir os rumos da disputa pela Presidência da Casa”, afirma o documento.
A manifestação tem como pano de fundo a decisão da Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo PP. Em nota assinada pelos presidentes nacionais Antônio Rueda e Ciro Nogueira, a aliança formalizou apoio a Alcolumbre, sob o argumento de que sua permanência representa estabilidade institucional e equilíbrio político.
Ao atribuir a Tereza e Marinho a condução das negociações, o PP de Mato Grosso apresenta um encaminhamento distinto daquele anunciado pela cúpula nacional. A nota estadual, entretanto, não menciona Alcolumbre nem faz uma contestação expressa ao apoio declarado pela federação.
O texto ressalta a importância do diálogo entre lideranças partidárias e do fortalecimento de forças políticas com pautas convergentes no Congresso. Também destaca a autonomia das bancadas como um dos fundamentos da posição adotada.
“A posição do Progressistas de Mato Grosso está fundamentada na valorização do diálogo, na unidade entre as lideranças e no respeito à autonomia das bancadas”, registra a nota.
Em Mato Grosso, a disputa também envolve a expectativa sobre o posicionamento do ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (União Brasil), que ainda não declarou publicamente quem pretende apoiar. Ele assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027, data prevista para a eleição da Mesa Diretora.
No encerramento do documento, o PP estadual afirma que seguirá acompanhando as articulações em diálogo com a direção nacional e a bancada federal, defendendo uma construção política pautada pela responsabilidade e pela convergência de ideias.
















