terça-feira, 3 novembro, 2026

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TOMADA DE CONTAS

Após prisão de Sérgio Ricardo, Waldir Teis assume TCE e promete manter fiscalizações

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O conselheiro Waldir Teis tomou posse como presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) nesta terça-feira (3), em Cuiabá, cinco dias depois de a Polícia Federal prender o então presidente Sérgio Ricardo de Almeida e outras cinco pessoas na Operação Tomada de Contas. Teis assumiu com o compromisso de manter as fiscalizações e dar andamento aos processos do tribunal.

Como mostrou o Muvuca Popular, na véspera da posse Teis convocou três auditores para substituir conselheiros afastados por decisão judicial. Ele também reuniu chefes de gabinete e representantes das áreas técnicas para evitar a paralisação dos trabalhos.

A cerimônia de posse contou com a presença dos conselheiros Antonio Joaquim e Campos Neto, do procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), William Brito Júnior, e dos três auditores substitutos de conselheiro Luiz Henrique Lima, Luiz Carlos Pereira e Isaías Lopes da Cunha.

A nova gestão terá como diretriz preservar a capacidade operacional do Tribunal, garantindo a continuidade das fiscalizações, das ações de orientação aos gestores públicos e do acompanhamento das políticas públicas. O objetivo é manter o controle externo atuante, contribuindo para a boa aplicação dos recursos públicos, a transparência e a melhoria dos serviços oferecidos à população mato-grossense.

Como funcionaria o esquema

A Polícia Federal suspeita que a suspensão de contratos administrativos do TCE-MT era usada para pressionar empresas fornecedoras. Os investigadores apuram se, na hora de liberar os recursos, algumas contratadas recebiam tratamento privilegiado. A PF também identificou divergências nos pagamentos às empresas e investiga se elas tinham relação com a forma como os contratos eram administrados.

Em outra frente, a PF apura movimentações financeiras atípicas de servidores e saques frequentes em espécie. Os investigadores buscam esclarecer se valores creditados em contas bancárias tinham relação com retiradas de dinheiro nas dependências do próprio tribunal. Segundo a corporação, os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Seis prisões e R$ 4,36 milhões em espécie

Além de Sérgio Ricardo, foram presos Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Grhegory Paiva Pires Moreira, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke. No balanço da operação, a PF registrou a apreensão de R$ 4.360.607 em espécie, além de moeda estrangeira, 167 relógios, 31 veículos, 27 celulares e 16 armas. Os seis permanecem presos.

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