O deputado estadual Valdir Barranco (PT) propôs, na manhã desta quarta-feira (4), a criação de um grupo de trabalho com o Governo de Mato Grosso, o Ibama e o ICMBio para discutir uma solução para o Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, a 62 km da capital. A ideia, segundo o parlamentar, é colocar os órgãos à mesma mesa para definir uma proposta tecnicamente viável para o trecho.
“Agora, o que é que nós queremos propor? Um grupo de trabalho que possa sentar-se à mesa e falar a mesma língua, envolvendo o Ibama, o ICMBio e o governo do Estado para construir um projeto”, afirmou Barranco.
A proposta veio após uma reunião na semana passada em que, segundo Barranco, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) pediu a ele e à deputada federal Rosa Neide (PT) ajuda para abrir o diálogo com o governo federal. Os dois parlamentares se reuniram na terça-feira (3) com equipes do Ibama e do ICMBio. Barranco disse que, segundo os órgãos, nenhum novo projeto havia sido protocolado para análise. Ele pretende voltar a conversar com Pivetta e levar a discussão a Brasília.
“O Pivetta realmente fala pouco, presta atenção, ouve a equipe técnica e toma decisão com rapidez”, afirmou Barranco.
Em 21 de outubro, Pivetta afirmou que havia orientado a equipe a dar andamento à licitação do túnel mesmo sem o aval ambiental e que recorreria à Justiça se o Ibama embargasse a obra. No dia seguinte, como publicou o Muvuca Popular, o Estado abriu uma nova concorrência de R$ 72,5 milhões, com prazo para propostas até 28 de janeiro de 2027. O edital prevê um túnel de 170 metros e uma intervenção de 513 metros ao incluir os acessos. A execução depende das autorizações ambientais ou de eventual decisão judicial que permita a obra.
Barranco defendeu que o grupo ouça os pesquisadores que estudam o trecho e avalie uma ponte suspensa. O deputado questionou a viabilidade do túnel e do retaludamento, intervenção anterior que previa cortes no paredão. Segundo ele, o Ibama chegou a autorizar o retaludamento após receber a documentação exigida, mas a obra ficou inacabada. A Sinfra-MT sustenta que o túnel é a solução mais segura para o trecho, onde a instabilidade das rochas já provocou restrições ao tráfego.









