quarta-feira, 4 novembro, 2026

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PROPINA DE ATÉ R$ 300 MIL

MP pede que jornalistas de MT condenados por extorsão cumpram pena de 13 anos de prisão

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que os jornalistas Antônio Carlos Milas de Oliveira e Maykon Feitosa Milas iniciem o cumprimento das penas de 13 anos e 8 meses de reclusão para cada um, após o trânsito em julgado das condenações. O pedido foi apresentado pelo promotor Carlos Roberto Zarour, da 18ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá.

Na manifestação, o promotor requer a expedição das guias definitivas de execução penal, documento necessário para dar início à execução das penas impostas pela Justiça. As condenações foram mantidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro deste ano, e não cabem mais recursos capazes de alterar o resultado da ação.

“Quanto aos sentenciados Antônio Carlos Milas de Oliveira e Maykon Feitosa Milas, considerando o trânsito em julgado da condenação, o Ministério Público requer o regular prosseguimento das providências executórias, com a expedição das respectivas guias definitivas de execução penal”, afirmou o promotor.

O processo também envolve Max Feitosa Milas, que morreu em maio deste ano. Em relação a ele, o Ministério Público pediu que seja declarada extinta a punibilidade.

Esquema
Antônio Carlos Milas, proprietário do Grupo Milas de Comunicação, e os filhos Maykon e Max foram condenados em um caso de extorsão que envolvia o uso de dados fiscais sigilosos obtidos ilegalmente para pressionar políticos e empresários de alto poder aquisitivo em Cuiabá. Eles tinham sido alvos da Operação Liberdade de Extorsão, deflagrada em março de 2016.

Conforme as acusações, o grupo exigia valores entre R$ 100 mil e R$ 300 mil para evitar a publicação de reportagens consideradas difamatórias ou a divulgação de informações fiscais nos veículos de comunicação da família.

Entre as pessoas apontadas como vítimas da atuação do grupo estão os ex-governadores de Mato Grosso Silval Barbosa e Mauro Mendes, que era prefeito de Cuiabá à época dos fatos. Também aparecem entre os citados o ex-secretário estadual Pedro Nadaf e o empresário Willians Paulo Mischur.

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