O empresário e diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), Tadeu Melo Ramos, de 49 anos, foi colocado em liberdade na tarde desta quinta-feira (5), após passar por audiência de custódia. Preso em flagrante na noite anterior, em Cuiabá, por suspeita de agredir a esposa, ele deverá utilizar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça.
A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Agostinho Terêncio, titular da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá. Tadeu ocupa o cargo de primeiro diretor-secretário do Sindipetróleo-MT.
O empresário havia sido preso na noite de quarta-feira (4), após moradores de um condomínio no bairro Jardim Aclimação acionarem a Polícia Militar ao ouvirem barulhos e suspeitarem de agressões em um apartamento no oitavo andar.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais encontraram a mulher, de 33 anos, visivelmente abalada e assustada, com lesões aparentes nas pernas, no rosto e no pescoço. Ela relatou ter sido agredida pelo marido e afirmou que os episódios de violência eram recorrentes.
A vítima também denunciou ameaças de morte, humilhações e violência psicológica. Conforme seu relato, tinha receio de procurar a polícia porque o empresário alegava ser uma pessoa influente.
Com autorização da mulher, os militares entraram no apartamento e encontraram Tadeu sentado no sofá. Ele apresentava um arranhão no rosto, que, segundo a esposa, teria sido provocado quando tentou se defender das agressões.
O empresário não resistiu à abordagem e foi conduzido sem algemas à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. Durante o trajeto, porém, teria afirmado aos policiais que a situação não ficaria daquela maneira e que ingressaria com uma ação judicial contra a equipe.
Conforme o registro policial, Tadeu também mencionou sua condição de empresário de renome.
Após passar a noite preso, ele teve a liberdade concedida mediante monitoramento eletrônico. A soltura não encerra a investigação sobre as denúncias de violência doméstica, que permanece sob responsabilidade da Polícia Civil.








