CONLUIO PANTANEIRO
Facção usava 12 empresas e movimentou quase 3 toneladas de drogas em dois meses
Muvuca Popular
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), a Operação Conluio Pantaneiro, revelando um esquema criminoso que utilizava pelo menos 12 empresas para lavar dinheiro do tráfico de drogas e que chegou a movimentar quase três toneladas de entorpecentes em um curto período de cerca de dois meses.
Segundo a delegada Bruna Laet, responsável pelas investigações, a organização criminosa atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas, uso de empresas e propriedades rurais para dar aparência de legalidade às operações e escoar drogas para outros estados.
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão, além de bloqueio e sequestro de bens que somam aproximadamente R$ 54 milhões. As ordens judiciais são executadas em cidades de Mato Grosso, como Cáceres, Poconé, Várzea Grande e Cuiabá, além de municípios nos estados de São Paulo e Paraná.
As investigações começaram após a apreensão de cerca de 460 quilos de cocaína em setembro de 2023, na região de Poconé, quando um homem foi preso pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron). A partir daí, a Polícia Civil aprofundou as apurações e identificou uma rede criminosa com pelo menos 20 integrantes.
De acordo com a delegada, o grupo se destacou pela alta capacidade logística e financeira, com grande volume de drogas recebido em curto espaço de tempo e intensa movimentação de recursos ilícitos por meio de pessoas jurídicas.
“Trata-se de uma organização com estrutura bem definida, uso de empresas para lavagem de dinheiro e grande volume de drogas movimentado em pouco tempo”, destacou.
A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e mira desarticular o núcleo financeiro e operacional da facção que atuava na região de fronteira de Mato Grosso.



