ALTERNATIVA
Mendes vê no biodiesel saída estratégica e oportunidade para Mato Grosso
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), classificou como “extremamente favorável” a proposta do governo federal de ampliar a mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel, mas fez um alerta: o cenário internacional, agravado pela guerra envolvendo o Irã, já acende sinais de preocupação para a economia.
Ao comentar a medida em estudo pela União, Mendes destacou que o Brasil tem capacidade produtiva suficiente para avançar na substituição de combustíveis fósseis e reduzir a dependência externa.
“Eu acho que seria favorável, inclusive extremamente favorável, uma medida muito oportuna. Ela vai ao encontro de uma decisão estratégica que já podia ter sido tomada há muito tempo. Nós temos grande capacidade de produzir etanol, tanto de milho quanto de cana. Mato Grosso é o maior produtor de etanol de cana do país”, afirmou.
Segundo ele, a ampliação da mistura pode trazer ganhos diretos à economia nacional e ao agronegócio, além de diminuir a vulnerabilidade do país frente ao mercado internacional de combustíveis.
“Isso tira a nossa dependência um pouco do petróleo, mas principalmente da importação desses dois essenciais insumos para a vida da atividade econômica do nosso país. Biodiesel é um excelente momento, a soja já está com um preço baixo, poderia ajudar a estabilizar um pouco esse preço”, pontuou.
Mendes reforçou que a medida pode ser estratégica tanto do ponto de vista econômico quanto energético. “São medidas que, se tomadas, devem ser tomadas, elas vão ser bem-vindas para o agronegócio brasileiro e para a independência do país dessa importação que nós fazemos desses dois insumos”, completou.
Apesar do otimismo com a proposta, o governador demonstrou cautela em relação ao cenário global, especialmente diante dos desdobramentos da guerra envolvendo o Irã.
“O estado de Mato Grosso, como governo, ainda está um pouco à parte disso. Entretanto, tudo que afeta a economia, afeta governo federal, afeta governo estadual, afeta prefeitura. Nós vivemos da arrecadação da atividade econômica. Se ela é afetada, mais cedo ou mais tarde nós seremos afetados. Então nós estamos preocupados, sim”, declarou.
Ele destacou que o momento exige prudência na gestão pública diante das incertezas internacionais.
“Tem algumas luzes amarelas acesas aí no cenário mundial, brasileiro, e todo gestor responsável tem que ter uma certa cautela nesse momento para não meter o pé pelas mãos. Daqui a pouco essa crise internacional pode se tornar um pouco maior, alongar um prazo ainda mais e trazer consequências ruins para todos nós”, concluiu.



