POLÊMICA
Em visita a MT, Ratinho chama Erika Hilton de “malcriada”, minimiza processo
Da redação - Kamila Arruda / Da reportagem local - Renato Ferreira
O apresentador Ratinho voltou a subir o tom contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), a quem classificou como “malcriada”, e minimizou a ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que pede R$ 10 milhões por suposta transfobia. Ele afirmou que apenas exerceu o direito de opinião e que não pretende recuar.
Em visita a Mato Grosso nesta sexta-feira (20), Ratinho reforçou que não vê problema em suas declarações e criticou a repercussão do caso, que ganhou dimensão nacional após suas falas sobre a escolha de Erika Hilton para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
“Eu até estranhei a polêmica tão grande, porque não era uma coisa para dar uma polêmica tão grande. Eu só fui pela lógica”, afirmou.
O apresentador voltou a defender seu ponto de vista ao tratar da representatividade feminina, sustentando que sua fala foi baseada em opinião pessoal. “Quem entende de mulher é a própria mulher. Alguém que nunca foi mulher não vai saber o que é uma mulher sensível, é o que eu penso”, disse.
Ratinho também reagiu às acusações de preconceito e afirmou que há uma confusão entre opinião e discriminação no debate público. “Eu acho que o preconceito, infelizmente, dependendo do lado político que você está, ele é mais forte do que a opinião. Eu dei a minha opinião, não ataquei, não falei nada de desrespeito”, declarou.
Mesmo diante da ação do MPF, que pede indenização por danos morais coletivos e questiona o conteúdo exibido em seu programa, o apresentador indicou que não pretende mudar de posição. “Não estou preocupado com isso. Eu continuo respeitando todo mundo que tem o seu modelo de viver diferente. O que eu estou preocupado é que se faça a coisa certa”, completou.
O caso teve início após Ratinho criticar, em rede nacional, a indicação de Erika Hilton para comandar a Comissão da Mulher, afirmando que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher “nascida mulher”. A declaração foi interpretada como transfóbica e motivou reação imediata da parlamentar.
O Ministério Público Federal entrou com ação pedindo R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além de medidas contra a exibição do conteúdo. Erika Hilton também anunciou processo contra o apresentador.



