A policial civil Adriana Oennibg afirmou, durante o Tribunal do Júri realizado nesta terça-feira (24), que as lesões encontradas em um bebê de um mês e nove dias indicam que a criança pode ter sido arremessada contra o chão ou contra a parede. O julgamento ocorre na Comarca de Barra do Bugres e tem como réus os pais da criança, Francinaldo José da Silva e Talita Canavarros Soares.
Segundo a policial civil Adriana Oennibg, que atuou na investigação do caso, a informação foi repassada pela equipe médica e pela perícia que atendeu a ocorrência. Conforme o depoimento, os profissionais apontaram que as lesões no crânio da criança não eram compatíveis com queda acidental ou asfixia, indicando a possibilidade de que o bebê tenha sido arremessado contra uma superfície rígida.
Os réus respondem por homicídio qualificado, quando o crime é cometido de forma que dificulta ou impede a defesa da vítima, e também por fraude processual, pela suspeita de alteração da cena do crime.
O julgamento integra o Programa Mais Júri, da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, e é presidido pelo juiz Lawrence Pereira Midon. A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o crime ocorreu no dia 2 de janeiro de 2021, em uma residência em Barra do Bugres. A criança foi encontrada morta com sinais de sangramento no nariz e na boca, e o laudo de necrópsia apontou traumatismo craniano, hemorragia e convulsão como causa da morte.
Durante o depoimento, a policial também relatou que foram encontradas manchas de sangue na varanda da residência e que as versões apresentadas pelos pais sobre o que teria acontecido com o bebê mudaram ao longo da investigação.
O julgamento segue com a oitiva de testemunhas, interrogatório dos réus, debates entre acusação e defesa e, ao final, a decisão dos jurados que compõem o Conselho de Sentença.


