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JÚRI EM BARRA DO BUGRES

MP aponta tortura de ex que tentou matar mulher com facão; defesa nega intenção de matar

Muvuca Popular

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O Tribunal do Júri de Barra do Bugres julga nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, o réu Jorge Vieira de Lira, acusado de tentar matar a ex-companheira Cirlene Maria da Silva com golpes de facão, em crime ocorrido no município de Nova Olímpia. Durante os debates em plenário, acusação e defesa apresentaram versões opostas sobre o episódio, deixando ao Conselho de Sentença a tarefa de decidir se houve tentativa de feminicídio ou legítima defesa.

O julgamento é presidido pelo magistrado Lawrence Pereira Midon. A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior e a defesa pelo advogado Edjanio de Araújo Marcelino.

O crime ocorreu no dia 13 de agosto de 2024, em uma residência no bairro Jardim das Oliveiras, em Nova Olímpia. De acordo com a denúncia, após um desentendimento, o acusado teria utilizado um facão para agredir a vítima, que sofreu lesões ao tentar se defender. O crime não se consumou, segundo o Ministério Público, por circunstâncias alheias à vontade do acusado.

Acusação sustenta agressões e tentativa de matar

Durante a sustentação, o promotor afirmou que o réu mentiu em seu interrogatório e tentou inverter a responsabilidade pelos fatos, prática que classificou como comum em casos de violência doméstica e conhecida como revitimização.

Segundo o Ministério Público, o réu tomou o facão da vítima, a dominou, puxou seus cabelos, a virou de costas e passou a agredi-la, inclusive desferindo golpes com o lado do facão. O promotor afirmou que a mulher só não sofreu ferimentos ainda mais graves porque colocou a mão para se proteger, o que quase resultou na perda de um dedo.

O representante do Ministério Público reconheceu que a mulher chegou a pegar o facão primeiro, mas ressaltou que isso não justificaria a violência posterior. Para a acusação, ainda que se cogitasse uma reação inicial, a situação deixa de ser legítima defesa no momento em que o réu domina a vítima e continua a agressão.

O promotor também destacou que a violência doméstica costuma envolver relações emocionalmente abaladas, o que muitas vezes influencia o comportamento e até os depoimentos das vítimas, que podem relativizar a violência sofrida.

Defesa sustenta legítima defesa e ausência de tentativa de feminicídio

Já a defesa afirmou aos jurados que não houve tentativa de feminicídio e que o réu teria agido para se defender durante uma discussão do casal. O advogado sustentou que o facão ficava guardado em cima do armário da casa e que a própria vítima teria pegado o objeto primeiro.

A defesa também levantou a hipótese de que, ao afirmar que o ferimento teria sido acidental, o réu poderia estar tentando proteger a própria vítima, sugerindo que ele não teria intenção de prejudicá-la.

Durante a sustentação, o advogado afirmou ainda que o réu foi tratado “como um animal” no momento da prisão e que teria tido dificuldades para receber atendimento médico, alegando que ele é diabético e sofreu com ferimentos que demoraram a cicatrizar. Segundo a defesa, o réu apresentava escoriações pelo corpo, fato que, de acordo com o advogado, está comprovado por perícia nos autos.

A defesa também destacou que o réu está preso há cerca de um ano e nove meses e que, nesse período, perdeu carro, casa e a convivência com os filhos. Segundo o advogado, o réu não está preocupado com bens materiais, mas apenas com a liberdade e com a possibilidade de voltar a trabalhar e cuidar da família.

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