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13 CASOS SÓ EM 2026

Presidente do TJMT admite constrangimento com feminicídios e cobra ação integrada

Da Redação - Muvuca Popular/ Do Local: Renato Ferreira

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), José Zuquim Nogueira, afirmou, na manhã desta quarta-feira (15), sentir-se “constrangido” diante dos índices de feminicídio no estado. Em 2026, já somam 13 os casos. Em 2025, foram 57.

A declaração foi dada durante um diálogo promovido pela Coordenadoria de Comunicação Social do Judiciário, que debateu o papel da imprensa na cobertura de casos de violência contra a mulher. Ao ser questionado sobre a recorrente cobrança de políticos por penas mais duras, o desembargador evitou entrar em embates e direcionou o foco para a necessidade de conscientização e atuação conjunta entre instituições e mídia.

“Bom, primeiro passo é a conscientização. E aí é o papel importantíssimo da imprensa. A imprensa tem divulgado feminicídio, tem divulgado agressões contra a mulher. Mas é um papel importante da imprensa também divulgar os caminhos de proteção, os caminhos que deve buscar aquela vítima de agressão. Esse é um papel importantíssimo, que está merecendo um diálogo franco, transparente e de parceria”, afirmou.

Em tom cauteloso, Zuquim reforçou que a prioridade do Judiciário é a construção de uma atuação integrada, sem entrar na polarização política sobre endurecimento de penas.

“Eu vou me ater ao propósito do tribunal. É unir as mãos, dar as mãos e andarmos juntos com a imprensa dentro desse propósito de defesa da mulher”, disse.

Ainda assim, ao ser novamente provocado sobre o tema, reconheceu que a legislação já prevê punições severas para crimes de feminicídio.

“Nós temos penas mais duras. Recentemente houve uma alteração: a pena maior do nosso Código Penal é decorrente de feminicídio. Eu me sinto constrangido pelo quadro apresentado de feminicídio no nosso estado. Acho que chegou o momento de nós fazermos alguma coisa de mãos dadas”, declarou.

O magistrado também foi questionado sobre a eficácia da Lei Maria da Penha. Sem aprofundar o debate, limitou-se a defender que a norma trouxe avanços. “Olha, tudo o que vem em benefício, a tendência é ajudar. O resultado é positivo.”

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