FÓRUM DE CUIABÁ
Júri de investigador que matou PM é retomado após testemunha pedir perdão à mãe da vítima
Muvuca Popular
Será retomado na manhã desta quarta-feira (13), às 9h, no Fórum de Cuiabá, o julgamento do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023, em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril, na Capital.
O primeiro dia da sessão do Tribunal do Júri, realizado nesta terça-feira (12), foi marcado por momentos de emoção, embates entre defesa e acusação e depoimentos de testemunhas. Uma delas, amigo do PM Thiago, o investigador Walfredo Adorno, chegou a pedir perdão à mãe do policial militar por não ter conseguido salvar Thiago a tempo. A mãe da vítima acompanha o julgamento no plenário.
O réu responde por homicídio qualificado, com agravantes de motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme denúncia do Ministério Público de Mato Grosso.
A sessão é presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 4ª Vara Criminal de Cuiabá. A acusação é conduzida pelo promotor Vinícius Gahyva Martins e pelo assistente de acusação Rodrigo Pouso. Já a defesa do investigador é feita pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.
Durante os trabalhos desta terça-feira, o clima ficou tenso após discussões entre defesa e Ministério Público. Em um dos momentos mais acalorados, o advogado Cláudio Dalledone relembrou que já havia denunciado a juíza Mônica Perri ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o julgamento anterior do caso, realizado em dezembro e posteriormente suspenso.
Para esta quarta-feira, estão previstos os depoimentos dos delegados da Polícia Civil Guilherme Bertoldi, André Monteiro, José Ricardo e Guilherme Facinelli, todos arrolados pela defesa.
O crime
Segundo as investigações, Thiago Ruiz estava na conveniência acompanhado de um amigo quando o investigador Mário Wilson chegou ao local e foi apresentado ao policial militar.
Imagens de câmeras de segurança registraram os dois conversando momentos antes do crime. Conforme o inquérito policial, em determinado instante, Thiago teria mostrado a arma que carregava na cintura. Na sequência, o investigador teria pegado o revólver e efetuado os disparos contra o PM, que morreu ainda no local.


