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Juíza mantém processo contra 15 PMs acusados de integrar grupo de extermínio em Cuiabá

Muvuca Popular

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A juíza Helícia Vitti Lourenço determinou o prosseguimento da ação penal que apura a atuação de 15 policiais militares denunciados por homicídios qualificados em Cuiabá.

Segundo a acusação, os investigados teriam integrado um grupo estruturado com divisão de tarefas para executar vítimas em ações previamente planejadas. Os fatos investigados ocorreram em 3 de outubro de 2017, na região do Rodoanel, quando três homens foram mortos após serem atraídos para uma emboscada.

Conforme a denúncia, o grupo teria utilizado viaturas e armamento oficial para abordar as vítimas, submetê-las a agressões e posteriormente executá-las com disparos de arma de fogo.

A investigação aponta ainda que havia um colaborador responsável por atrair pessoas sob o pretexto de participação em crimes patrimoniais, criando situações artificiais que terminavam em morte.

Na decisão, a magistrada afirmou que a denúncia apresenta elementos suficientes para continuidade da ação penal.

“A narrativa acusatória permite a compreensão da imputação, delimita adequadamente o objeto do processo e descreve a forma de atuação do grupo”, registrou a juíza.

Embora a decisão não utilize o termo “milícia”, o documento judicial reforça que os fatos investigados possuem características típicas de grupo de extermínio, com indícios de execuções sumárias simuladas como confrontos policiais.

Além dos policiais militares denunciados, também responde ao processo um homem apontado como colaborador do grupo e responsável por atrair as vítimas.

A magistrada ainda rejeitou pedidos das defesas que alegavam inépcia da denúncia, destacando que, em crimes envolvendo múltiplos acusados, não é necessária neste momento processual a individualização minuciosa das condutas.

No mesmo despacho, a juíza marcou para 23 de julho de 2026 o interrogatório antecipado do colaborador, que atualmente integra programa de proteção a testemunhas.

O caso faz parte de um conjunto mais amplo de investigações relacionadas à Operação Simulacrum, deflagrada em 2022 pela Polícia Civil e pelo Ministério Público para apurar supostas execuções simuladas como confrontos policiais em Mato Grosso.

Com a decisão, o processo segue agora para a fase de instrução, com produção de provas e oitiva de testemunhas.

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