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Jayme promete barrar “pautas-bomba” e diz que municípios podem quebrar com novos custos impostos
Muvuca Popular
O senador Jayme Campos afirmou que irá atuar no Congresso Nacional contra propostas que possam ampliar despesas das prefeituras, gerar impactos ao setor produtivo e agravar a situação financeira dos municípios brasileiros. Durante encontro com prefeitos de Mato Grosso, o parlamentar classificou parte dos projetos em tramitação como “pautas-bomba” e revelou já ter levado a preocupação ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
Segundo Jayme, medidas aprovadas sem análise técnica e responsabilidade fiscal podem comprometer ainda mais a capacidade das prefeituras de manter serviços básicos como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.
“Seria uma irresponsabilidade por parte do Congresso Nacional votar aquilo que certamente não só vai prejudicar as prefeituras, mas também o setor produtivo”, declarou.
O senador citou como exemplo propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho sem estudos aprofundados sobre os impactos econômicos. Para ele, iniciativas dessa natureza podem elevar os custos das empresas, exigir novas contratações e acabar refletindo diretamente no bolso do consumidor.
“Quando você fala em reduzir a carga horária de trabalho, isso vai exigir contratar mais gente. E quem vai pagar essa conta é o consumidor brasileiro”, afirmou.
Jayme também voltou a defender a revisão do pacto federativo e criticou a concentração de recursos na União. Ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador de Mato Grosso, ele afirmou que os municípios recebem uma parcela insuficiente da arrecadação, apesar de concentrarem grande parte das demandas da população.
“Todos nós sabemos que a grande concentração do bolo tributário nacional está no governo federal. Muito pouco chega aos municípios”, disse.
O parlamentar ainda chamou atenção para os gastos da União com juros da dívida pública. Segundo ele, o país deve desembolsar cerca de R$ 1,2 trilhão apenas com juros, recurso que, na avaliação do senador, poderia ser parcialmente direcionado para investimentos em infraestrutura e apoio às cidades.
“É muito dinheiro. Imagine quanto poderia ser investido nos municípios e nas obras do país se parte desse valor deixasse de ser destinada apenas ao pagamento de juros”, concluiu.


