Entidades de setores produtivos de Mato Grosso criticaram, nesta quinta-feira (28), a aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6×1, em que se trabalha seis dias para ter um de folga. O projeto segue agora para o Senado.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) disse que acompanha de perto a tramitação da proposta, tendo em vista que o comércio e o setor de serviços operam de domingo a domingo e serão muito afetados com a mudança na jornada de trabalho.
“A entidade e seus associados esperam que o Senado Federal faça as alterações necessárias para que a reforma ocorra de forma gradual, respeitando as características de cada segmento que será atingido pelas profundas mudanças nas relações de trabalho, assegurando a manutenção dos postos de trabalho e a sobrevivência das empresas”, diz trecho da nota.
Já a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) manifestou “preocupação” sobre a redução na jornada de trabalho aprovada pelos deputados federais. “A entidade entende que o tema exige debate amplo, técnico e responsável, considerando os impactos sobre a competitividade das empresas, a manutenção dos empregos, os custos de produção e os reflexos para toda a economia brasileira.”
Segundo levantamento da própria Fiemt, a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode gerar um impacto de até R$ 5,1 bilhões em Mato Grosso apenas com as horas extras, além de mais R$ 3,4 bilhões com as novas contratações.
“A entidade também defende que discussões sobre jornada de trabalho estejam associadas a uma agenda de aumento de produtividade, inovação, qualificação profissional e modernização das relações de trabalho. Além disso, não deve ser realizada em meio ao pleito eleitoral”, consta na nota da Fiemt.


