CRIME EM JULHO DE 2024
STJ mantém preso apontado como mandante da morte do advogado Renato Nery
Muvuca Popular
César responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e organização criminosa. Ao analisar o pedido da defesa, o ministro entendeu que permanecem válidos os fundamentos que justificaram a prisão, destacando a gravidade do caso, os indícios reunidos durante a investigação e o risco à ordem pública.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o homicídio teria sido encomendado por César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bentos em razão de uma disputa judicial envolvendo uma área superior a 12 mil hectares no município de Novo São Joaquim. Os investigadores apontam que os dois teriam desembolsado R$ 200 mil para a execução do crime.
Ainda conforme a acusação, os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira teriam atuado como intermediários entre os supostos mandantes e os executores. O Ministério Público sustenta que ambos foram responsáveis pela articulação da ação criminosa, pelo fornecimento da arma utilizada no homicídio e pela intermediação dos pagamentos.
Além da acusação de homicídio qualificado, Jackson e Ícaro também respondem por fraude processual qualificada e abuso de autoridade, sob a suspeita de terem praticado atos destinados a dificultar o avanço das investigações.
Na decisão, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca destacou que a denúncia descreve uma suposta organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre mandantes, intermediários e executores, circunstância que, segundo ele, afasta a alegação de inépcia da acusação apresentada pela defesa.
O magistrado também observou que as investigações apontam para um homicídio supostamente encomendado em meio a um conflito fundiário e que há elementos indicando a participação de diversos agentes, inclusive integrantes das forças de segurança pública.
Recentemente, a Justiça de Mato Grosso pronunciou César Jorge Sechi, Julinere Goulart Bentos, Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira para julgamento pelo Tribunal do Júri. O juiz João Bosco Soares da Silva acolheu a tese do Ministério Público de que o assassinato de Renato Nery teria sido planejado e executado de forma organizada, com divisão de funções entre os envolvidos.
Renato Nery tinha 72 anos quando foi morto em julho de 2024 quando estava em frente ao escritório em que trabalhava, na avenida Fernando Corrêa da Costa.


