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CANDIDATURA AO GOVERNO

Jayme diz ter garantia de Rueda e Alcolumbre e lembra que palavra final é da direção nacional

Do local - Renato Ferreira

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O senador Jayme Campos (União Brasil) elevou o tom do embate interno pela disputa ao Governo de Mato Grosso e afirmou que recorrerá até mesmo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) caso seja impedido de disputar a eleição após eventual aprovação de seu nome na convenção partidária. Em meio à queda de braço com o grupo liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União), que defende o apoio da sigla à candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme sustenta que tem o direito de concorrer e que a decisão final sobre sua candidatura caberá à direção nacional da federação União Progressista.

Durante entrevista nesta quinta-feira (2), o senador argumentou que a federação formada por União Brasil e Progressistas possui legitimidade para apresentar candidatura própria ao Palácio Paiaguás e classificou como incompatível com o processo democrático qualquer tentativa de barrar sua participação.

“Primeiro, o União Brasil tem uma candidatura própria. É um direito tanto do União Brasil quanto do PP, que compõe a federação. Quem de fato homologa a candidatura é a nacional. Eu estou apostando que, como vencedor da convenção, espero que serei, terei esse direito assegurado”, afirmou.

Jayme disse considerar “um absurdo” a hipótese de ser impedido de disputar a eleição mesmo que obtenha o aval partidário. Segundo ele, caso isso ocorra, não descarta recorrer às instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

“Eu quero apenas ter o direito de ser candidato. Se eu não ganhar a convenção, não tem porquê insistir. Agora, se eu ganhar, quero ser candidato. Não seria justo impedir isso. Cabe até recurso, se for o caso, buscando meu direito”, declarou.

O senador revelou que se reuniu na segunda-feira (30) com Mauro Mendes, a pedido do próprio ex-governador. Segundo ele, o encontro tratou tanto da convenção quanto do cenário eleitoral de 2026. Jayme também criticou o edital que convocou a convenção estadual para o dia 4 de agosto, com duração prevista de apenas uma hora.

“A convenção está marcada para iniciar às 17 horas e encerrar às 18 horas. Isso me parece uma coisa draconiana. Acho um contrassenso. Estou propondo algo simples: ter o direito de disputar pelo partido”, afirmou.

Na avaliação do parlamentar, a realização da convenção deveria servir apenas para cumprir o rito legal, já que ele se apresenta, neste momento, como único postulante formal ao governo dentro da sigla.

“Se só existe um candidato, a aprovação seria por aclamação. A convenção é uma exigência legal, um rito obrigatório. O que não pode é haver imposição. Imposição não prevalece em regime democrático”, disse.

Jayme também afirmou possuir garantias políticas da direção nacional da federação. Segundo ele, manteve conversas com o presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, e com outras lideranças da cúpula partidária.

“Conversei com o Rueda e com outras lideranças nacionais, como do senador  Davi Alcolumbre (União- PA).  O compromisso que recebi foi muito claro: se eu ganhar a convenção, serei o candidato. Estou em cima dessa palavra”, declarou.

Questionado sobre rumores de que Mauro Mendes teria sugerido sua participação na disputa ao Senado, Jayme confirmou que o tema foi mencionado durante a conversa, mas descartou qualquer mudança de planos.

“Ele perguntou por que eu não disputaria o Senado. Eu agradeci o convite, mas disse que essa possibilidade já passou. Minha decisão é disputar o Governo do Estado. Caso contrário, não disputo nada”, afirmou.

Apesar das divergências, o senador procurou afastar a ideia de rompimento com Mauro Mendes e afirmou que o ex-governador tem liberdade para apoiar quem desejar na sucessão estadual.

“Eu disse a ele: você pode apoiar quem bem entender. Pode apoiar o Pivetta, pode apoiar qualquer outro nome. O que eu peço é apenas o meu direito de disputar a convenção e apresentar minha candidatura. Acho que não existe posição mais democrática e mais republicana do que essa”, concluiu.

A nova rodada de conversas entre os dois líderes está prevista para esta sexta-feira (3), quando a definição sobre a convenção e os próximos passos da disputa interna devem voltar à mesa de negociação.

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