ELEIÇÕES 2026
Pivetta, Wellington e Natasha buscam protagonismo, mas eleição caminha para duelo entre governador e senador
Muvuca Popular
A corrida pelo Governo de Mato Grosso chega à largada com três candidaturas buscando ocupar o centro do debate eleitoral, mas com uma tendência de maior concentração da disputa em torno de dois nomes. De um lado, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tenta permanecer no Palácio Paiaguás. Do outro, o senador Wellington Fagundes (PL) entra novamente na batalha pelo comando do Estado. A médica Natasha Slhessarenko (PSD), candidata da esquerda, completa o grupo que busca maior protagonismo na campanha.
Pivetta terá como candidato a vice o deputado federal Fábio Garcia (União), enquanto Wellington fechou sua chapa com o empresário Marcelo Maluf (NOVO). Natasha, por sua vez, terá Diego Botelho (PDT) como companheiro de chapa.
A configuração é resultado de meses de intensa movimentação nos bastidores. Até a realização das convenções partidárias, o cenário permaneceu aberto, com negociações envolvendo União Brasil, PP, PL, MDB, Podemos e Republicanos e uma sucessão de conversas sobre candidaturas, alianças, vagas ao Senado e, principalmente, a composição das chapas majoritárias.
Nesse tabuleiro, Pivetta e Wellington terminaram cercados por grupos políticos com presença expressiva no Estado, criando as condições para que a campanha avance para uma polarização entre os dois. Trata-se, porém, de uma tendência política neste início da corrida eleitoral, e não de um cenário consolidado nas urnas.
Pivetta chega à eleição carregando o peso e a vitrine do governo. Após assumir o comando do Estado, tenta transformar a continuidade administrativa em força eleitoral e contará com Fábio Garcia, um dos principais nomes do União Brasil em Mato Grosso, na composição.
Wellington, por outro lado, aposta em sua trajetória política e na capilaridade construída ao longo dos mandatos no Senado. A escolha de Marcelo Maluf para a vice também encerrou uma das peças que permaneceram em negociação durante a montagem da chapa.
Natasha Slhessarenko tenta romper essa lógica e construir uma alternativa aos dois grupos que concentram maior estrutura política. Ao lado de Diego Botelho, a médica entra na disputa com a missão de dar palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso.
A eleição, contudo, não estará restrita aos três. Também estão colocadas as candidaturas de Rafael Mulas, pelo Missão; sargento Laudicério, pelo Agir; e Maurício Coelho, pelo Mobiliza.
Com seis nomes na corrida, o primeiro turno terá espaço para diferentes candidaturas e discursos. O sistema eleitoral exige mais de 50% dos votos válidos para uma vitória já na primeira votação; caso nenhum candidato alcance essa marca, os dois mais votados seguem para o segundo turno. O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado para 4 de outubro.



