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REPERCUSSÃO POLÍTICA

Pivetta diz que oposição explorou operação e se emociona: “Tenho certeza que são inocentes”

Renato Ferreira

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) acusou a oposição de explorar politicamente a operação da Polícia Federal que atingiu integrantes de seu grupo e afirmou que houve uma “grande especulação” em torno do caso. Visivelmente emocionado ao comentar o episódio, ele saiu em defesa dos aliados, disse acreditar na inocência de pessoas investigadas e classificou como “inoportuno” o momento em que a ação foi deflagrada, em plena disputa eleitoral.

Questionado sobre os possíveis danos provocados pela operação à sua candidatura ao Governo de Mato Grosso, Pivetta evitou dimensionar o impacto eleitoral, mas afirmou que adversários aproveitaram o episódio para desgastar seu projeto.

“Eu não posso precisar se tem dano ou não. Me parece que a oposição tirou todo o proveito possível de uma grande especulação que a gente não sabe o que tem de verdade nisso”, disse nesta terça-feira (11).

Apesar da turbulência provocada pela investigação, Pivetta garantiu que mantém confiança no grupo político e descartou, neste momento, abandonar as candidaturas ao Senado que já estavam definidas dentro de seu arco de alianças.

“Eu continuo confiando no meu grupo. Eu continuo tendo como meu candidato a senador, primeiro, Mauro Mendes; segundo, Margareth. E nós vamos trabalhar para vencer essa eleição”, afirmou.

O governador também procurou vincular sua candidatura à continuidade do modelo administrativo iniciado durante a gestão de Mauro Mendes. Segundo ele, independentemente dos acontecimentos recentes, o projeto político construído nos últimos anos permanece de pé.

“A obra, o modelo de gestão que nós implementamos em Mato Grosso continua e nós vamos aperfeiçoando esse modelo. Foi o Mauro Mendes que começou isso e trouxe até poucos dias. Eu estou levando, continuo”, disse.

A declaração ocorre em meio a um dos momentos mais delicados enfrentados pelo grupo governista. A operação atingiu nomes diretamente ligados à estrutura política que sustenta Pivetta como do ex-governador Mauro Mendes (União).

Ao ser questionado sobre sua aparente emoção durante a entrevista e sobre os efeitos da operação na relação com Mauro Mendes, Pivetta admitiu estar abalado. O governador afirmou conhecer pessoalmente parte dos citados e demonstrou confiança de que alguns conseguirão comprovar que não cometeram irregularidades.

“Não tem como não estar triste diante do que aconteceu. Estou triste. Estou triste porque eu conheço as pessoas que foram citadas aí. Muitos dos que eu conheço tenho certeza que são inocentes. O tempo vai mostrar isso e eles vão ter que se defender”, declarou.

Pivetta foi além e criticou o momento em que a operação ocorreu. Para ele, a proximidade com a eleição acabou misturando a investigação policial com a disputa política.

“Infelizmente essa operação veio em um momento, na minha opinião, inoportuno, em tempo da política, e misturou tudo, né? Então, eu estou triste pelos meus amigos, pelas pessoas que eu confio”, disse.

O governador ainda recorreu à própria trajetória para justificar a solidariedade aos aliados. Pivetta lembrou que já enfrentou acusações no passado e afirmou ter posteriormente demonstrado sua inocência.

“Eu já fui vítima de calúnia, eu já fui vítima e provei minha inocência. É muito triste, é muito ruim”, completou.

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