"EU NÃO DEVO NADA"
Após áudios vazados, Medeiros diz que procurou Gilmar Mendes por temor de operação
Muvuca Popular
O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) publicou uma defesa nas redes sociais após a divulgação de trechos de conversas com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na postagem, o parlamentar afirmou que procurou o ministro em Brasília depois de receber uma informação sobre uma suposta articulação para realizar uma operação contra ele.
Os áudios vieram a público durante a campanha eleitoral. Em um dos trechos, Medeiros diz a Chico Mendes que evita atacar o STF e que mandou retirar referências à Corte de conteúdos preparados por sua equipe. Em outro, afirma que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”. Na publicação de defesa, o deputado não explicou essa declaração nem comentou diretamente o conteúdo das gravações.
Medeiros abriu a postagem dizendo que Mato Grosso vive “a eleição mais suja da sua história” e que o foco dos ataques estaria na disputa pelo Senado. Segundo ele, a intensidade da campanha se deve à importância da eleição de senadores para enfrentar ministros do STF, defender a libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro e apoiar Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência.
O deputado também fez acusações contra adversários, sem citar nomes ou apresentar provas na postagem. Afirmou que há candidatos ao Senado envolvidos em desvios de verbas e suplentes ligados a fraudes investigadas em comissões parlamentares de inquérito. Em seguida, disse que sua vida e sua família estariam sendo investigadas com o objetivo de prejudicá-lo.
“Quando fui escolhido pelo capitão Bolsonaro, eu sabia o que enfrentaria e não é surpresa que estejam tentando destruir minha reputação usando minha família e investigando toda a minha vida, sem encontrar sequer um crime ou ato ilegal”, escreveu.
Na sequência, Medeiros relatou a viagem a Brasília. “A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso eu fui pessoalmente a Brasília procurar o Ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada.”
Ele afirmou ter recebido a informação de que não existe investigação em andamento contra seu nome, mas não identificou quem lhe deu essa resposta nem detalhou a suposta articulação. “Se fizerem uma operação contra mim nesta reta final da campanha, eles vão me eleger”, declarou.
Medeiros ainda desafiou adversários a apresentar provas de crimes cometidos por ele ou por seus suplentes e pediu que apoiadores “redobrem a vigilância” nos dias que antecedem a votação. A postagem termina com um pedido de votos para sua candidatura ao Senado e para a de Flávio Bolsonaro à Presidência.



