Acompanhe nossas noticias

The news is by your side.

Boris Johnson renuncia ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido

0

AFP

 

Boris Johnson renunciou ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido na manhã desta quinta-feira (7), após a renúncia de 59 membros de seu governo desde a última terça-feira (5). A renúncia foi confirmada em um pronunciamento à imprensa britânica. Ele ficará no cargo até que um novo primeiro-ministro seja definido pelo Partido Conservador, que indicará um substituto que deverá ser aprovado pela Rainha Elizabeth.

“É claramente a vontade do partido conservador que deve haver um novo líder de partido, e, portanto, um novo Primeiro-Ministro”, disse o premiê no começo de seu pronunciamento. Durante seu discurso, Johnson afirmou que estava “triste em deixar o melhor trabalho do mundo”.

“Ninguém é indispensável. Quero que saibam como estou triste por estar desistindo do melhor emprego do mundo”, continuou e agradeceu ao povo britânico pelo “privilégio” de ser primeiro-ministro. “Mesmo que as coisas às vezes pareçam sombrias, nosso futuro juntos é dourado” disse Johnson.

Na terça-feira (5), um ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido acusou a equipe de Johnson de mentir sobre um funcionário do Partido Conservador com histórico de acusações de abuso. Segundo esse ex-funcionário, Johnson sabia das acusações, mas decidiu manter a nomeação de Chris Pincher ao cargo. A repercussão foi rápida e mais de 40 membros de seu gabinete e ministros renunciaram aos cargos nos últimos dias.

Na quarta-feira (6), Johnson havia dito que não iria renunciar ao cargo, mesmo diante da crise. “Eu realmente não acho que ninguém neste país queira que os políticos se dediquem a uma campanha eleitoral agora”, disse Johnson a um grupo composto por presidentes de diferentes comissões parlamentares. “O trabalho de um primeiro-ministro em circunstâncias difíceis, quando você recebeu um mandato colossal, é continuar e é isto que vou fazer”.

Nos últimos meses, Johnson recebeu destaque no cenário internacional por ser uma das principais vozes do Ocidente contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no âmbito da guerra na Ucrânia, uma vez que o Reino Unido não possui tantas amarras econômicas e energéticas como outras potências europeias.

Durante meses houve investigação de uma dúzia de supostas festas organizadas nas dependências do governo durante os períodos de isolamento, e a imprensa local destacou a presença de Johnson em várias delas.

Ele pediu desculpas pelas festas, que incluíram desde celebrações natalinas até a massiva despedida de um funcionário na véspera do funeral do príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth 2ª, cerimônia a que só puderam ir 30 pessoas socialmente distanciadas devido às restrições impostas pela crise sanitária.

Boris Johnson será investigado por uma comissão parlamentar que vai apurar se ele enganou conscientemente os deputados quando, em dezembro, negou a celebração de festas durante os confinamentos.

O governo Johnson também passou por instabilidades causadas pelo financiamento irregular da luxuosa reforma de sua residência oficial e enfrentou acusações de compadrio.

O então primeiro-ministro sobreviveu a uma tentativa de removê-lo do poder no início de junho. Apoiado por 211 de seus 359 legisladores, seguiu no cargo, mas os 148 votos contra ele deixaram claro que o descontentamento era muito grande.

O reveses eleitorais, o mais recente em 23 de junho em duas eleições de meio de mandato, também convenceram um número crescente de políticos do Partido Conservador de que Johnson não poderia levá-los a uma nova eleição em 2024.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.

xLuck.bet - Emoção é o nosso jogo!

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Presumiremos que você está ok com isso, mas você pode cancelar se desejar. Aceitarconsulte Mais informação