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TRIBUNAL DO JURI

Investigador diz que atirou em PM “para não morrer” em conveniência

Nickolly Vilela

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Durante depoimento prestado nesta quinta-feira (14), no terceiro dia do Tribunal do Júri que apura a morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz, o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves afirmou que efetuou os disparos “para não morrer” durante a confusão registrada em uma conveniência de posto de combustível, em Cuiabá.

O policial civil foi interrogado no plenário do Fórum da Capital e sustentou que agiu em legítima defesa no momento em que atirou contra o militar.

“Naquele momento, eu só comecei a efetuar disparos para não morrer. Ali eu estava legítimo”, declarou ao responder questionamentos durante o júri.

Em outro trecho do depoimento, o investigador argumentou que retirar a arma da vítima não representava risco às pessoas que estavam no local.

“Quando eu tiro a arma dele, eu não tô colocando a vida de ninguém em risco. Tirar uma arma é evitar uma possível agressão”, afirmou.

Durante o interrogatório, a acusação também questionou o fato de diversos disparos terem atingido áreas da conveniência. Em resposta, Mário Wilson alegou que estava sendo agredido no momento da reação.

“Doutor, eu tô de costas aqui, sendo enforcado”, disse o investigador durante a audiência.

O julgamento é conduzido pelo juiz Marcos Faleiros da Silva. A acusação é representada pelo promotor Vinícius Gahyva Martins, com assistência do advogado Rodrigo Pouso. Já a defesa do investigador é feita pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.

O caso

O crime ocorreu na madrugada de 28 de abril de 2023, em uma conveniência nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

Segundo as investigações, Thiago chegou ao local acompanhado de um amigo e, minutos depois, Mário Wilson também foi ao estabelecimento. Imagens de câmeras de segurança registraram os dois conversando antes da confusão.

Conforme o inquérito, em determinado momento, o policial militar mostrou a arma que carregava na cintura. Na sequência, o investigador civil tomou posse do revólver e efetuou os disparos que mataram o PM ainda no local.

Nos dois primeiros dias de julgamento foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa, incluindo delegados, investigadores e pessoas que presenciaram os fatos. Após o encerramento da fase de depoimentos, o júri deve avançar para os debates entre acusação e defesa.

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