SECURA
Avallone pede presença do Exército e da Marinha no Pantanal antes do período crítico
Muvuca Popular
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) defendeu a atuação antecipada das Forças Armadas no Pantanal mato-grossense diante da previsão de um período severo de estiagem e queimadas nos próximos meses. Segundo ele, o Exército e a Marinha precisam reforçar a estrutura de combate ao fogo antes do agravamento da seca.
As declarações foram dadas durante entrevista nesta semana, ao comentar as ações adotadas pelo Governo de Mato Grosso para enfrentar os incêndios florestais e a cobrança do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre medidas preventivas ambientais.
De acordo com Avallone, o Estado ampliou significativamente os investimentos na área, saltando de cerca de R$ 24 milhões para R$ 134 milhões destinados ao combate aos incêndios. Ele destacou ainda a compra de helicópteros, equipamentos especializados e a ampliação da estrutura do Corpo de Bombeiros.
Apesar disso, o parlamentar afirmou que a previsão climática para setembro e outubro é preocupante e exigirá apoio federal. “Nós precisamos do Exército no quilômetro 100 e precisamos que a Marinha coloque embarcações subindo o Pantanal para ajudar a combater os incêndios pelas margens dos rios”, declarou.
Avallone também afirmou que metade dos incêndios registrados em Mato Grosso ocorre em áreas sob responsabilidade federal. Segundo ele, os focos se concentram principalmente em assentamentos, parques nacionais e reservas indígenas.
“Cinquenta por cento dos incêndios acontecem em 21% do território, justamente em reservas indígenas, parques nacionais e assentamentos do Incra”, disse.
O deputado ponderou que os assentamentos não devem ser tratados como culpados, mas afirmou que falta estrutura e apoio nessas regiões. Já sobre as áreas indígenas, ele defendeu ações de conscientização e afirmou que queimadas culturais ainda contribuem para o avanço do fogo.
Avallone criticou ainda a divulgação de dados sobre focos de calor sem diferenciação entre focos e incêndios ativos. Segundo ele, a divulgação gera sensação de descontrole.
“Quando falam em 4 mil focos, parece que Mato Grosso inteiro está queimando. Muitas vezes são dezenas de incêndios grandes com centenas de focos em cada um”, afirmou.


