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MONSTRO

Justiça concede liberdade por posse de munições, mas empresário segue preso por pedofilia

Nickolly Vilela

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A Justiça de Mato Grosso concedeu liberdade provisória ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, preso em flagrante por posse irregular de munição de uso permitido durante o cumprimento de mandados da Operação Puer Defensus, em Sorriso (420 km de Cuiabá) na manhã de quarta-feira (15).  Apesar da decisão, ele continuará preso porque também é alvo de um mandado de prisão preventiva expedido no inquérito que apura crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes.

A investigação teve início após a prisão de uma mulher suspeita de aliciar crianças e adolescentes para exploração sexual e compartilhar arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil. Conforme a Polícia Civil, a análise do celular da investigada e as informações prestadas por ela levaram os investigadores até o empresário e a companheira dele, que passaram a ser alvos da operação em Sorriso.

Durante as diligências, os policiais encontraram indícios da existência de vídeos e imagens envolvendo vítimas menores de idade e o empresário investigado. O material embasou o pedido de medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário, incluindo a prisão preventiva e mandados de busca e apreensão.

Foi justamente durante o cumprimento dessas ordens judiciais que a Polícia Civil apreendeu 13 munições calibre .38 destinadas a revólver e uma munição calibre .38 destinada a pistola, o que resultou na prisão em flagrante de Fábio pelo crime de posse irregular de munição de uso permitido. Em depoimento, ele alegou que as munições pertenciam à sogra e afirmou que as demais armas encontradas estavam regularmente registradas em seu nome como CAC.

Na audiência de custódia, o Ministério Público manifestou-se pela homologação do flagrante, mas defendeu a concessão de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares. A juíza Laura Dorilêo Cândido entendeu que não havia elementos suficientes para converter a prisão em flagrante em preventiva no caso das munições e concedeu a liberdade provisória, fixando comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar a comarca sem autorização e pagamento de fiança equivalente a dois salários mínimos, parcelada em duas vezes.

Apesar da decisão, a magistrada determinou que Fábio permaneça preso, uma vez que continua vigente o mandado de prisão preventiva expedido no processo que investiga os crimes relacionados à exploração sexual infantil.

A Operação Puer Defensus foi realizada por equipes da Delegacia de Polícia de Sorriso, com apoio de oito policiais civis, duas viaturas e um drone da Secretaria Municipal de Segurança Pública. As investigações seguem sob sigilo para preservar a identidade das vítimas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

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