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QUE SEJA APURADO

Abilio nega articulação por CPI e diz que Câmara tem instrumentos para investigar contratos da Educação

Muvuca Popular

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), negou qualquer interferência na movimentação que resultou em dois pedidos de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades em contratos da Secretaria Municipal de Educação. A declaração foi dada após questionamentos sobre uma possível articulação da base governista para assumir o comando das investigações.

A discussão ganhou força após a vereadora Maysa Leão (Republicanos) protocolar um pedido de CPI para investigar indícios de superfaturamento que podem ultrapassar R$ 80 milhões em materiais didáticos adquiridos pela rede municipal. O vereador Demilson Nogueira (PP) apresentou um requerimento semelhante, o que gerou críticas de parlamentares da oposição, que enxergaram a medida como uma tentativa de garantir à base do prefeito o controle da comissão.

Ao rebater as acusações, Abilio afirmou que não participou de qualquer articulação política envolvendo os requerimentos.

“Enquanto essa discussão acontecia na Câmara Municipal, eu estava com o conselheiro Sérgio Ricardo realizando vistorias e reuniões sobre os contratos da Educação. Não tenho como estar em dois lugares ao mesmo tempo articulando uma CPI e acompanhando as investigações”, declarou.

O prefeito também minimizou a disputa sobre quem deve conduzir as apurações e afirmou que o mais importante é que os fatos sejam investigados.

Segundo ele, além de uma CPI, a própria Câmara dispõe de comissões permanentes com poderes para fiscalizar contratos, convocar responsáveis e requisitar documentos.

“Tem a Comissão de Educação, a Comissão de Finanças, a Comissão de Fiscalização e outras estruturas que podem investigar da mesma forma. A CPI é uma comissão temporária de investigação, mas não é o único instrumento que a Câmara possui para apurar os fatos”, argumentou.

A possível abertura da CPI, entretanto, enfrenta um obstáculo regimental. Atualmente, cinco comissões parlamentares de inquérito já estão em funcionamento na Câmara de Cuiabá, limite permitido pela Casa. Dessa forma, uma nova CPI só poderá ser instalada após o encerramento de uma das investigações em andamento.

As suspeitas envolvem contratos milionários para aquisição de materiais pedagógicos, livros e sistemas de ensino. A gestão municipal aponta indícios de sobrepreço, compras em excesso e conteúdos com erros considerados graves, tanto de informação quanto de ortografia.

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