A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Sinop, foi escolhida para integrar o projeto IARA-Saúde, uma pesquisa inédita que pretende mapear as condições de saúde de servidores de universidades públicas localizadas na Amazônia brasileira. O estudo foi apresentado nesta semana pelo professor Paulo Lotufo, da Universidade de São Paulo (USP), durante encontro realizado no auditório do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS).
Com início previsto para o próximo ano, a pesquisa reunirá docentes e técnicos-administrativos de instituições de ensino superior da região amazônica para uma ampla avaliação sobre qualidade de vida, condições de trabalho, hábitos de saúde e fatores de risco associados ao desenvolvimento de doenças.
A escolha de Sinop para integrar o projeto levou em consideração a localização estratégica do município e a relevância da UFMT no contexto acadêmico da Amazônia. Nesta primeira etapa, o foco estará voltado aos servidores universitários, mas a expectativa é ampliar o alcance da pesquisa futuramente, incluindo comunidades tradicionais e a população em geral.
De acordo com os organizadores, os participantes passarão por entrevistas, exames laboratoriais e coleta de material biológico, seguindo protocolos científicos e éticos rigorosos. Os dados obtidos servirão de base para estudos sobre saúde pública e poderão subsidiar ações de prevenção e promoção da saúde dentro das instituições participantes.
A professora Ana Lúcia Sartori, do Instituto de Ciências da Saúde (ICS), destacou que a participação da UFMT fortalece a produção científica do campus e abre novas oportunidades para estudantes e pesquisadores em diferentes níveis de formação acadêmica.
Além de gerar artigos científicos, dissertações e teses, o projeto pretende contribuir para a criação de políticas públicas e programas voltados ao bem-estar dos trabalhadores das universidades da região amazônica.


