DISPUTA PELO PAIAGUÁS
Fábio Garcia minimiza pré-convenção defendida por Jayme e aposta em decisão na oficial
Renato Ferreira
O deputado federal Fábio Garcia (União) afirmou que não há previsão no estatuto do União Brasil para a realização de uma pré-convenção partidária para definir o rumo da sigla na disputa pelo Governo de Mato Grosso em 2026. A proposta é defendida por uma ala ligada ao senador Jayme Campos e ao deputado estadual Júlio Campos, que pressiona para que o partido antecipe a discussão sobre uma candidatura própria.
Fábio, que integra o grupo político do ex-governador Mauro Mendes (União) e defende a continuidade do projeto do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o caminho natural é a realização da convenção partidária dentro do prazo eleitoral.
“Até onde eu entendi do estatuto não há essa previsão estatutária de pré-convenção. O que há é uma definição de convenção onde as coisas são definidas se não há um acordo antes da convenção”, disse.
Segundo o deputado federal, caso a proposta seja apresentada oficialmente à Executiva do União Brasil, ela poderá ser analisada pelos membros do partido, mas reforçou que a convenção segue sendo o espaço adequado para as decisões eleitorais.
“Essa proposta de pré-convenção eu não sei se já foi levada à mesa para a Executiva do partido. A Executiva obviamente poderia, se for o caso, sentar, mas via de regra nós vamos ter convenção partidária para definir a questão das candidaturas na data a ser agendada”, afirmou.
O debate interno ocorre diante da divisão dentro do União Brasil. Enquanto aliados de Jayme defendem que a legenda tenha um nome próprio na disputa pelo Paiaguás, o grupo ligado a Mauro Mendes trabalha para que a sigla esteja no arco de apoio à reeleição de Pivetta em 2026.


