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CNJ analisa nova prorrogação de processo disciplinar contra juiz de MT por caso Zampieri
Muvuca Popular
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) analisa um novo pedido de prorrogação do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o juiz Wladymir Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O procedimento apura supostas irregularidades na condução e no acautelamento de provas relacionadas à investigação do assassinato do advogado Roberto Zampieri. O pedido de extensão do prazo consta na pauta do CNJ (de 26 a 30 de junho) e será apreciado pelo relator do caso, conselheiro Ilan Presser.
O processo foi aberto por meio da Portaria PAD nº 33, de 18 de dezembro de 2024. Entre os fatos investigados estão possíveis infrações disciplinares praticadas durante a condução de procedimentos criminais ligados ao homicídio de Zampieri, incluindo alegações de desvio de função, suposta violação da Súmula Vinculante nº 14 do Supremo Tribunal Federal e decretação de sigilo em atos processuais.
O magistrado é investigado por ter autorizado o acesso ao conteúdo do celular do advogado assassinado, decisão que gerou questionamentos e levou à abertura do procedimento disciplinar pelo CNJ. Com a solicitação de prorrogação, o órgão pretende ampliar o prazo para conclusão das apurações e análise de todos os elementos reunidos durante a investigação administrativa.
O Ministério Público Federal (MPF) atua como interessado no processo. Até a conclusão do PAD, o CNJ seguirá avaliando a conduta do magistrado e os desdobramentos relacionados ao caso, que teve ampla repercussão nacional.
Roberto Zampieri foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. Ele foi morto com 10 tiros dentro do próprio carro. As investigações conduzidas pela Polícia Civil e posteriormente aprofundadas pela Polícia Federal apontaram a atuação de um grupo suspeito de praticar espionagem e assassinatos sob encomenda.
A apuração do assassinato também levou à descoberta de um suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que posteriormente alcançou suspeitas envolvendo o Superior Tribunal de Justiça (STJ).


